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Líderes partidários em confronto

18 Apr

A calendarização dos debates televisivos para as Eleições Legislativas de dia 5 de junho já foi disponibilizada. Os confrontos políticos ocorrerão nos três canais generalistas portugueses e serão, à partida, respetivamente dirigidos por Vítor Gonçalves (RTP), Clara de Sousa (SIC) e Judite de Sousa (TVI). O candidato a quem será feita a primeira pergunta será sorteado em cada um dos encontros.

Ao todo, são dez debates que ocorrerão durante três semanas. Em confronto estarão dois candidatos a Primeiro-Ministro, de cada um dos partidos com assento parlamentar, tal como ocorreu nas Eleições Legislativas de 2009.

A RTP foi a estação de televisão eleita para abrir e encerrar este ciclo de debates. Cada um terá inicio entre as 20 horas e 45 minutos e as 21 horas. O primeiro debate, no próximo dia 6 de maio, colocará em confronto Paulo Portas e Jerónimo de Sousa.

A duração dos debates é de 45 minutos, à exceção do debate entre o líder do PS, José Sócrates e o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, que usufruirá mais 15 minutos de perguntas e respostas.

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+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

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3ª Edição do Prémio Nacional de Jornalismo Universitário

5 Apr

A 3ª edição do Prémio Nacional de Jornalismo Universitário (PNJU), um evento organizado por alunos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, decorrerá no dia 6 de maio.

O objetivo do PNJU é estimular o espírito crítico de futuros jornalistas para que um dia sejam profissionais mais atentos. Assim sendo, o prémio dirige-se exclusivamente a alunos de Ciências da Comunicação, da vertente de jornalismo, e de Jornalismo. Para além disso, encontra-se dividido em cinco categorias: Imprensa, Rádio, Televisão, Multimédia e Fotojornalismo.

Sob o tema O Poder, a entrega das reportagens está prevista para dia 7 de abril. Este ano conta com o apoio da Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP), Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas (CENJOR), Domínios.pt, DUPLIX, Escrever Escrever, Jornal Expresso, Parlamento Global, Rádio Renascença e SIC. As reportagens serão avaliadas por um painel de júris com experiência em cada uma das categorias, como por exemplo, Carlos Vaz Marques na Rádio, Hugo Castanho em Ciberjornalismo e José Carlos Carvalho em Fotografia.

Quanto aos prémios, os vencedores podem contar com estágios em diversos órgãos da comunicação social, como a SIC, o Jornal Expresso e a Rádio Renascença, cursos no CENJOR e na Escrever Escrever e ainda a publicação dos seus trabalhos no Parlamento Global.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico+++

Passos Coelho e Seguro – «tango» à vista?

27 Mar

As declarações de Pedro Passos Coelho, líder do PSD, na célebre carta que enviou à Agência Reuters (21 de março), ainda antes da queda do governo de Sócrates, foram peremtórias: um novo Governo «de maioria alargada» aumentaria a legitimidade política para impor mais medidas de austeridade. Certamente, Passos Coelho não se estaria a referir a uma coligação com o CDS, visto que esta representa apenas um lado do espetro político português, o direito, por sinal. O destinatário era outro – o Partido Socialista.

Do lado socialista, a resposta surgiu por uma das vozes críticas da governação de José Sócrates, António José Seguro. Já depois do pedido de demissão por parte do primeiro-ministro, o deputado socialista – que é recorrentemente apontado como candidato à sucessão de José Sócrates à frente do PS, embora não seja candidato nas próximas diretas – afirmou que o país necessita de uma «maioria política e social», desejando igualmente que «a próxima campanha eleitoral conserve os mínimos de confiança essenciais para que esse entendimento possa acontecer no futuro». Seguro referiu que «esse entendimento não significa arranjos de poder, significa disponibilidade para, num momento de grande crise e dificuldades, os partidos políticos darem o seu contributo, entenderem-se, criarem situações de compromisso para resolverem os problemas do país».

Estas declarações não foram bem recebidas no interior do PS, como ficou patente na reação do dirigente socialista, Vitalino Canas, que criticou o momento do apelo de Seguro. Outros membros do Secretariado Nacional do PS e presidentes federativos próximos de José Sócrates contactados pela agência Lusa escusaram-se a assumir publicamente críticas à posição defendida por António José Seguro, embora todos eles não tenham escondido o seu incómodo por ser alegadamente «inoportuna», «desenquadrada com a realidade» e «puramente tática» em termos de médio prazo.

Posteriormente, o Presidente do PSD, na entrevista que deu sexta-feira à SIC, voltou a falar desta possibilidade, realçando que «com o PS, sim, com Sócrates, não». Passos Coelho disse ainda acreditar que existem muitos socialistas desiludidos com a postura e a forma de atuar do primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, demonstrando-se recetivo a construir pontes com aqueles a que outrora Miguel Relvas, secretário-geral do PSD, chamou de “reformadores de esquerda”.

Desta forma, e tendo em conta, as disponibilidades demonstradas pelos dois lados da barricada, fica a questão: Haverá possibilidade de um “tango” governativo do Bloco Central, caso haja, desta vez, um “câmbio” no Partido Socialista?

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

Entrevista a Pedro Passos Coelho

25 Mar

Dois dias depois da demissão de José Sócrates e no dia em que uma sondagem dá maioria absoluta ao PSD, se as eleições fossem hoje, Pedro Passos Coelho vai à SIC para dar a sua primeira entrevista. Acompanhe e comente em direto, no Clique.

Entrevista a Pedro Passos Coelho

Herman 57

19 Mar

Comemora hoje, dia 19 de março de 2011, 57 anos. Herman José, o humorista mais badalado do últimos 30 anos em Portugal, diz que o balanço é positivo, mas com muitos erros que adoraria poder retificar”. Não percebe «aquelas pessoas que dizem que “fariam tudo igual” e que “não se arrependem de nada”». Referindo ainda que “ninguém tem de se orgulhar dos seus erros, muito menos defendê-los”.

Este “rapaz da Escola Alemã de Lisboa” que não ficou entregue à música apesar de ter estado ligado a ela no início da sua carreira, apresenta-se ainda assim, como um melómano. Toca hoje, destemidamente, três instrumentos (viola, piano e viola-baixo) e nos seus mais recentes espectáculos a destreza no palco é irrepreensível.

De humor acutilante, sempre foi uma figura de amores e ódios. Personagem central do primeiro caso de censura televisiva pós-abril, Herman José, questionado relativamente à linha ténue, e por vezes difícil de compreender, entre censura e bom senso, diz: Cada um coloca a fronteira onde mais lhe convém. É um daqueles dramas que nunca será resolvido. As democracias mais livres, têm as leis mais duras, e são implacáveis a castigar quem as desrespeita. Liberdade sem fiscalização é um pesadelo.”. Defendendo ainda que “o melhor ensinamento, vem da mãe natureza: a meio é que está a virtude. Até para fazer cócegas temos de avaliar a intensidade, senão viram dores.”.

Quando falamos em estreias, no caso deste artista temos de especificar as áreas.

No que respeita ao teatro, esta dá-se em finais de 1974 na revista Uma No cravo outra na ditadura, de César de Oliveira, Rogério Bracinha e Ary dos Santos, na qual a figura central era o então “rei do Parque Mayer” – Raul Solnado.

A sua estreia na televisão, ainda como músico, acontece no programa “No tempo em que você nasceu” (RTP 1973), apresentado por Artur Agostinho. Em 1975, é convidado por Nicolau Breyner para integrar o elenco do programa Nicolau no país das maravilhas, onde vêm a surgir os incontornáveis Feliz & Contente – dupla fisicamente próxima dos personagens de banda desenhada francesa Dupont &Dupont.

O sucesso já sorria a Herman quando em 1980 inicia a sua auspiciosa participação no programa O passeio dos alegres, apresentado por Júlio Isidro. Personagens como Tony Silva, ou menino Nelito têm a sua primeira apresentação ao público e põe o país a repetir expressões como “ Roubaaaaado!” ou a cantarolar “Tony, meu nome é Tony Silva!”.

Em 1983 Herman apresenta a proposta à RTP de desenvolver um projeto seu. Inicialmente com o nome de Terceiro canal, vem a mudar para O tal canal, sendo hoje considerado (por votação dos telespetadores em 2008) o melhor programa de sempre do canal público.

Depois deste sucesso incrível, Herman continua com programas próprios – escritos e dirigidos por si. Primeiro Hermanias (RTP, 1984), Humor de perdição (emitido em 1987 e que ficou marcado por ser, como anteriormente referenciado, o primeiro caso de censura pós-abril na televisão portuguesa) e Casino royal (RTP, 1989).

Na década de 90, “o pobre menino rico” como lhe chamou Clara Ferreira Alves em 1997, começa a sua irrupção pelos concursos. Primeiro, A roda da sorte, que para muitos era a “missa das 7” e que ficou marcada pelo último episódio em que Herman destrói o cenário com uma arma. Segue-se o concurso Com a verdade m’enganas, mais dinâmico ao nível do conteúdo que o seu antecessor, e com uma igual fidelização de público. Enquanto isto, “o verdadeiro artista” apresentava todos os sábados o programa Parabéns, que, entre 1992 e 1996 era a grande emissão semanal do Canal 1.

1997 é o ano de regresso do “mestre” aos programas de sketches com Herman enciclpédia (RTP, 1997). Desgraça de audiências, fenómeno em impacto social – fica o paradoxo para caso de estudo no que respeita às análises de audiências em Portugal.

Herman 98 e Herman 99 são os projetos que se seguem. Formato talk-show, em direto e a partir de um teatro (primeiro em Lisboa, depois no Porto), e também com regularidade semanal.

A SIC é indissociável do nome do humorista a partir do ano 2000, na medida em que se inicia o seu processo de transferência para este canal. O intuito era o de apresentar um programa no mesmo formato, mais atractivo que os predecessores, com um cenário mais alegre, mais humor, mas uma plateia que continuava a parecer um teatro (com aproximadamente 300 pessoas). Durou 6 anos e teve o nome de HermanSic, sendo que em 2007 Herman é convidado a desenvolver um projecto unicamente de humor com duração de 46 programas chamado Hora H. Este acabaria por vir a concorrer no Festival de Monte Carlo, dedicado à área, com outros gigantes como The office.

Chamar a música é dos últimos projectos que Herman conduz na estação de Carnaxide, juntamente com A roda da sorte.

De regresso à RTP em 2010, com o talk-show Herman2010, o humorista consegue fidelizar audiência àquele horário no canal público, mantendo tal façanha ao momento, com o Herman2011.

Galardoado com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago de Espada, em 1992, pelas mãos do então presidente da Republica Mário Soares, Herman José conta ainda com 12 Globos de ouro (sendo um deles o de Mérito e Excelência), incontáveis prémios do jornal de artes Sete, e de outras entidades que investiram no reconhecimento artístico nacional.

A um dos maiores humoristas portugueses, os nossos parabéns!

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

Impressões da entrevista a Sócrates

15 Mar

A entrevista a José Sócrates na SIC ocorreu num período de eminente crise política, fruto de um conjunto de acontecimento em catadupa: o Primeiro Ministro anunciou um pacote de novas medidas de austeridade em Bruxelas, mas só passados três dias fez uma comunicação ao país. Pelo meio inúmeras reações, entre elas a do PSD, com o partido de Passos Coelho a rejeitar este novo PEC e a ameaçar inviabilizá-lo.

Sobre este e outros temas, como a crescente manifestação popular, com a Geração à Rasca e a greve das transportadores em plano de fundo, Sócrates respondeu Às perguntas da jornalista Ana Lourenço, sobre essas respostas aqui ficam as Impressões de alguns elementos da equipa Clique.


«Com respostas que, uma vez mais e não supreendendo ninguém, não responderam às muitas perguntas dos portugueses, José Sócrates centrou o seu discurso numa crítica à oposição, com (praticamente) exclusivas referências ao Partido Social Democrata, que acusa de rejeitar negociações. Provocou os restantes partidos: «Se têm medidas melhores porque não as apresentam?». Talvez elas sejam apresentadas Senhor Ministro, não são é ouvidas.

Foi discutida também a existência ou não de uma crise política: o Primeiro-Ministro esclareceu que «em primeiro lugar, queria que os portugueses soubessem que não estou ligado ao poder (…) mas ao cumprimento do dever, que passa por evitar uma crise política».  Evitar? A crise política não está, apenas, na aprovação ou reprovação do PEC, mas sim na confiança que os cidadãos têm (ou não) no seu Governo e é a isto que o  Srº Primeiro-Ministro não atenta. Sobre a manifestação de sábado pouco foi falado. Vai cair rápido no esquecimento. E, infelizmente, não basta uma manifestação «calma e pacífica» para que se oiça todo um país. Mas já é um começo mostrar descontentamento e lutar contra a apatia e abstenção cívica e política.  Agora resta saber quanto tempo mais aguentará o «povo a gritar», limitando-se a ouvir o seu eco, sem nenhuma resposta.»

Liliana Borges, editora-adjunta


«Mais uma vez, José Sócrates não conseguiu surpreender pela positiva. Pelo menos a mim. O seu discurso (sim, não considero que tenha realmente havido uma entrevista e a Ana Lourenço falhou nesse sentido) foi pobre e uma mera repetição daquilo que tinha falado ontem, na conferência de imprensa marcada há última da hora.

Confesso que estava curiosa pois havia uma série de cartas em cima da mesa que eram fundamentais debater: a manifestação, o caso dos camionistas, o estado do país… mas o Primeiro-Ministro parece que, cada vez mais, se recusa a aceitar os verdadeiros problemas e a encará-los como tal. Procura, então, comparar Portugal com outros países da Europa, continua a pedir alternativas de medidas e afasta a ideia de crise política que está cada vez mais à vista. E nós, sempre que tentamos obter mais esclarecimentos, ficamos assim… na mesma e entalados nesta confusão que se instalou no país. A minha grande questão é: até quando?»

Marta Spínola Aguiar, redatora


«José Sócrates teve um discurso previsível, bem ao seu estilo. Referiu que compreendia a angústia daqueles que se manifestavam, mas não disse nada que os anime. Falou muito de crise política, mas quase sempre na terceira pessoa, e quando o fez na primeira foi para reafirmar que tudo faria para evitar essa crise. Mas a verdade é que elaborou mais um PEC, este às escondidas do país e para os senhores de Bruxelas.

Foi uma entrevista pobre, sem que aquilo que foi dito acrescente muito ao que já foi ruminado. No entanto, entre o discurso de vitimização, que atira a culpa para cima dos outros (PSD em especial), e a defesa com o argumento de mostrar aos mercados e à Europa a vontade de Portugal em executar o orçamento – mais do mesmo – o Primeiro-Ministro realçou dois pontos importantes: os prejuízos que o país teria com a vinda do FMI e a falta de alternativas no debate político.

É certo que o discurso é pobre, a atuação política também não é muito melhor, mas infelizmente as alternativas não trazem uma luz ao fundo de túnel, pelo menos no imediato.»

Ricardo Soares, editor de Atualidades

Entrevista a José Sócrates

15 Mar

Entrevista a José Sócrates