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Cândida Pinto

5 Mar

Rádio, imprensa, televisão. Cândida Pinto passou por vários meios de comunicação mas foi no pequeno ecrã que se consagrou como uma das mais conceituadas e premiadas jornalistas portuguesas. Licenciada em Comunicação Social pelo Instituto de Ciências Sociais e Políticas, cedo mostrou o seu interesse pelo jornalismo. Começou na Antena 1, ainda como estagiária, e passou pela TSF antes de chegar à RTP, onde se iniciou no jornalismo televisivo e o assumiu como prioridade na sua carreira.

Dedicada quase exclusivamente à produção de reportagens, Cândida Pinto acompanha o nascimento do primeiro canal privado da televisão portuguesa e junta-se à SIC em 1992, estação onde se notabilizou. A reportagem de guerra foi o segundo grande pilar do seu percurso e fê-la passar por cenários como Angola (1994), Guiné (1998), Kosovo (1999), Timor e Afeganistão (2001).

A sua rápida ascensão na Sociedade Independente de Comunicação valeu-lhe o cargo de Diretora da SIC Notícias, em 2001, proposta que representou uma viragem na sua carreira e que foi encarada como um grande desafio. Fiel à sua paixão, colaborou ainda com a BBC rádio e deixa a televisão em 2005 para se tornar subdiretora do Expresso, onde voltou a fazer valer a aposta do grupo Impresa no seu rigor e objetividade.

De regresso aos estúdios, assume, em 2008, o comando da Grande Reportagem (SIC), funções que ainda ocupa atualmente e que lhe asseguraram o reconhecimento dos seus pares. Entre outros prémios e menções, o relato do dia a dia dos jovens órfãos de Moçambique na reportagem Eu e os meus irmãos foi distinguida com o prémio AMI – jornalismo contra a indiferença, marcando o registo que sempre seguiu no acompanhamento de realidades complexas e desconhecidas do grande público.

Mulher dos sete ofícios e cidadã do mundo, Cândida Pinto não recusa o acompanhamento da cena internacional. A prova disso é que está neste momento na Líbia a acompanhar todos os conflitos e a assistir aos massacres que tantas vezes marcaram os seus trabalhos. “É um privilégio ser testemunha direta do que muda no mundo”, afirma.

Questionada pelo Clique acerca do futuro do jornalismo em Portugal, Cândida Pinto confessa que espera mais rigor e investigação. Numa altura em que tanto se fala de uma crise de valores e do próprio sistema mediático, fica o apelo e o desejo de uma das mais notabilizadas jornalistas portuguesas.

Oito de março, oito mulheres

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

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