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Sporting morreu na praia

26 Mar

Terminou, neste final de manhã, a 1ª edição do Mundialito de Clubes de Futebol de Praia, que decorreu na cidade de São Paulo, na Represa Guarapiranga. O Vasco da Gama bateu na final o Sporting Clube de Portugal por 4-2, numa final digna de tal nome.

Para um maior equilíbrio na competição, foi feito um draft (tentativa de distribuição igualitária de jogadores por todas as equipas) que permitia, de igual modo, a presença dos maiores craques da modalidade em São Paulo.

Com uma equipa que é a base da selecção Nacional, o Sporting tinha legítimas aspirações de ser a primeira equipa a erguer o troféu. No entanto, com o início da competição as expectativas pareciam desfraldadas, face a 3 derrotas nos três primeiros jogos e ao quarto lugar no seu grupo.

Só que nos momentos difíceis é que se revelam as grandes equipas e o único representante português na prova fez jus a esse facto e bateu nos quartos-de-final o Barcelona, vencedor do grupo B e um dos favoritos à vitória final. Nas meias-finais, o Sporting bateu o Lokomotiv de Moscovo, curiosamente, vencedor do seu grupo na fase inicial.

Quanto ao campeão Vasco, também não iniciou da melhor maneira a prova ao terminar a fase de grupos na quarta posição. De seguida, veio a prova de fogo ao defrontar duas equipas brasileiras. Nos quartos-de-final, bateu o Corinthians e nas meias-finais o Flamengo.

O Sporting, com a qualidade do seu plantel, com o melhor jogador do mundo nas opções, Madjer, terá de ambicionar a conquista desta prova, que impulsiona e dá relevo a esta modalidade ainda em desenvolvimento.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico+++

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Quando o jornalismo se torna notícia

26 Feb
por Ricardo Soares, Editor de Atualidades |

O sistema de Media está em mudança, é um facto. E por muito transtorno que isso cause a alguns senhores, aqueles que gerem as empresas dos meios de informação, que não sabem como responder ao novo paradigma que envolve o jornalismo, não há volta a dar. A evolução não pára, e o pior, é que não vem com instruções.

É verdade que as mudanças trazem novos desafios aos jornais, e que muitos anteveem a morte do papel, passando os dedos escurecidos de tinta do jornal devido ao folhear das páginas a memórias. Memórias do que era tomar conhecimento do estado do mundo e do país na textura das páginas, das linhas e das letras com que as notícias vinham a público. Mas também existe outra verdade incontornável: o que tem qualidade perdura no tempo. E falo do Expresso em Portugal e da Folha de São Paulo no Brasil.

Estes dois jornais são a prova de que independentemente das mudanças que a História um dia narrará, o que tem qualidade perpétua na linha do tempo. Aqueles que são os principais jornais de referência nos seus respetivos países estão por estes dias de parabéns. A Folha comemorou 90 anos no passado dia 19, tendo durante a semana que passou realizado uma série de ações em honra da data. O Expresso publica hoje a sua edição 2000, um número redondo e bem expressivo da longevidade do semanário mais lido em Portugal.

Independentemente das mudanças estruturais com que o jornalismo se está a deparar, fica bem patente que a qualidade vence os obstáculos. Também é verdade que a qualidade não é cega e que deve colaborar com a inteligência, e assim contornar os obstáculos. É neste sentido, que surgem novos formatos para fazer face a novas realidades, como é o caso da edição do Expresso produzida para o iPad, e que teve hoje a sua primeira edição.

Mas nem só de mudanças estruturais vive o jornalismo por estes dias, pois aqueles que dão normalmente as notícias são, por agora, eles próprios notícia.

O cargo de Diretor de Informação foi o centro das atenções. Primeiro a demissão de Júlio Magalhães da TVI, onde desempenhava o cargo, depois a demissão de José Alberto Carvalho da RTP, sendo logo de seguida anunciada a sua contratação pela TVI para desempenhar o cargo na estação de Queluz de Baixo. A TVI resolveu o seu problema, a estação pública ficou com um, agravado pelo facto de Judite de Sousa ter seguido o mesmo rumo.

O Jornalismo está portanto em mutação, a todos os níveis, umas mudanças para melhor, outras para pior, uns respondem afirmativamente, outros negativamente, uns conseguem vencer, outros perdem, outros desistem, e nós (sociedade)? Só pedimos que a qualidade perdure!

 

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++