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O logótipo da polémica

24 Jan
por Óscar Morgado |

O logótipo dos Jogos Olímpicos de 2016, a realizarem-se no Rio de Janeiro, tem gerado muita polémica nas últimas semanas. Em causa está um possível plágio por parte da Tátil Design, empresa que desenvolveu a marca.

O alegado plágio foi alertado por cibernautas em redes sociais como o Facebook e o Twitter, e os comentários na comunidade online têm tido grande destaque. A semelhança prende-se com outro logótipo usado pela ONG norte-americana Telluride Foundation, no qual quatro pessoas de cores diferentes estão de mãos dadas. No caso do símbolo brasileiro, a diferença assenta na existência de apenas três pessoas e no aspeto tridimensional, mais dinâmico.

“No processo, fizemos uma pesquisa enorme em busca de semelhanças e referências que pudessem ser conflitantes. Essa (…) passou batida. Existem outras com o mesmo conceito. Quando estamos falando de um grupo de pessoas se abraçando, é uma referência ancestral, está no inconsciente coletivo. Existe na arte rupestre, na arte indígena, espalhada em diferentes expressões artísticas” afirmou Fred Gelli, criador do logótipo e diretor de criação da Tálli Design.

Contudo, as semelhanças apontadas não se resumem à Telluride Foundation. O símbolo das Olimpíadas do Rio de Janeiro também foi comparado ao quadro de Henri Matisse, “A dança”, bem como ao logo do Carnaval de Salvador do Brasil de 2004. Porém, este último parece muito mais inspirado na imagem da Telluride ou no quadro de Matisse do que o símbolo das Olimpíadas.

O Comité Olímpico Internacional também já se defendeu das acusações, alegando que após uma busca extensiva, as marcas encontradas não entravam em conflito com a do evento. Além disso, a Tátil Design foi escolhida para desenvolver o logótipo de entre 139 empresas brasileiras do ramo, e conta já com uma carteira de clientes respeitada, onde se contam Nokia, Phillips ou a Coca-Cola.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

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Quando a água sobe mais alto

24 Jan
por Marta Spínola Aguiar |

O Estado do Rio de Janeiro foi palco de chuvas torrenciais e desabamentos de terras, na passada quinta-feira, dia 13. As cheias e enxurradas já fizeram mais de 700 mortos, apesar de ainda não ser possível estabelecer um número exato de vítimas, que não param de aumentar.

As cidades mais afetadas são Nova Friburgo, com 334 vítimas, seguida de Teresópolis onde o número oscila entre os 285 e 292, dados atualizados pela Secretaria de Estado da Saúde brasileira. Relativamente aos desalojados, as notícias não são as melhores. O mau tempo fez com que cerca de 14.000 pessoas ficassem sem as suas casas e negócios, bem como dificultou o acesso a pelo menos 17 localidades, sendo possível lá chegar apenas através de helicópteros e veículos todo-o-terreno.

A par da tragédia que afetou um dos Estados brasileiros, os habitantes do Estado de Vitória, na Austrália, confrontaram-se com as piores cheias dos últimos 40 anos. Os cerca de quatro mil habitantes da cidade de Kerang viram-se obrigados a abandonar as suas casas e, em Brisbane, com dois milhões de habitantes, cerca de 30 mil casas foram devastadas pelas chuvas.

Como consequência, o governo australiano anunciou que estas cheias provocaram o pior desastre económico com que o país alguma vez teve que se confrontar. Várias vias de comunicação, como autoestradas e caminhos-de-ferro foram destruídos, fazendo com que os custos provocados pelo desastre natural atingissem, pelo menos, os cinco milhões de euros.

A situação verificada em ambos os países parece não ter fim à vista. Dilma Rousseff, a Presidente do Brasil, disponibilizou cerca de 350 milhões de euros (780 milhões de reais) para ajudar, primeiramente, nas reconstruções que serão realizadas este fim de semana. Já na Austrália, Tim Wiebusch, responsável pelas operações de resgate, afirma que «vamos continuar em alerta por mais sete ou dez dias». Ainda que os estragos desta tragédia superem os 10 milhões de euros, a população reúne todos os esforços para regressar à normalidade o mais rápido possível.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++