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Sem Michelle mas muito wild

23 Apr

O ténis feminino, em Portugal, tem registado um acentuado crescimento nos últimos anos. Apesar de ainda estar longe de ter o destaque oferecido ao ténis masculino, esta categoria desportiva move numerosos seguidores hoje em dia e, em consequência disso mesmo, muito dinheiro. A sua evolução deve-se ao melhoramento de fatores como a preparação dos eventos, recursos disponíveis, aumento do número de adeptos e um maior alcance e divulgação por parte dos torneios femininos.

O planeamento das competições protagonizadas pelas mulheres é realizado pela WTA. Esta organização é quem estabelece regras internacionalmente e, como não poderia deixar de ser, também tem grande influência em Portugal. A sua influência verifica-se, em grande parte, na instituição de calendários de torneios, regras de procedimento básicas e abordagem de tudo o que se refere ao circuito profissional.

Maria João Koehler e Michelle Larcher de Brito são as duas tenistas portuguesas que mais se destacam no panorama internacional. Koehler tem 18 anos e é treinada por Nuno Marques, um ex-tenista português. A tenista participou pela primeira vez no Estoril Open em 2009 e saiu vencida por 7-6 (4) e 6-0 ao defrontar a alemã Kristina Barrois. No ano passado, a portuguesa também foi derrotada na primeira ronda, mas desta vez pela holandesa Arantxa Rus.

Michelle Larcher de Brito, também de 18 anos, é treinada pelo seu próprio pai, António Larcher de Brito. A jovem foi a primeira jogadora de ténis portuguesa a passar para além das duas rondas numa competição do circuito WTA e a excluir uma tenista do top 20 do ranking mundial. Contudo, Michelle não irá participar no Estoril Open. Os motivos desta decisão são ainda desconhecidos. Especula-se que a portuguesa não se demonstrou interessada em participar por se encontrar inscrita em dois torneios de 50 mil dólares em Alabama e na Virgínia, que coincidem com a data da competição nacional.

Sendo Maria João Koehler a única representante feminina de Portugal no Estoril Open, as expectativas para a sua terceira participação consecutiva no torneio são elevadas. Ao usufruir do WIld Card que lhe foi atribuído, espera-se que Koehler obtenha bons resultados pela qualidade e carácter com que tem encarado o seu percurso profissional e pelas consequências positivas que têm resultado das suas exibições prometedoras.

Segundo a portuguesa vencer o Estoril Open é um sonho. A segunda melhor tenista do ranking nacional tenciona repetir as excelentes prestações que teve no Cantanhede Torneio Satélite e Amarante Torneio Satélite, para este ano conseguir ultrapassar a fase de qualificação da competição. Com possibilidade de enfrentar incríveis e vitoriosas opositoras como Anastasija Sevastova, Greta Arn e Zheng Jie.

Mas não só destas duas jogadoras que vive o ténis feminino em Portugal, também Magali de Lattre e Bárbara Luz irão figurar no quadro principal do torneio, uma vez que receberam wild cards de última hora. Uma excelente notícia para a variante feminina, que assim consegue no mínimo duas presenças ao mais alto nível no Estoril, lote que ainda pode aumentar caso Ana Claro, Margarida Moura, Patrícia Martins ou Rita Vilaça vençam os encontros que irão disputar no qualifying, acompanhando assim as atletas que receberam os convites da organização.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico+++

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22.º Edição do Estoril Open

23 Apr

Dia 2 de abril de 1990: data da primeira vez que o amarelo da bola e o castanho do pó de tijolo se fundiram no Estoril Open. Estava dado o “serviço” de saída para um dos maiores eventos desportivos em Portugal com periocidade anual.

Durante uma semana, de 2 a 9 de abril, jogou-se ténis ao mais alto nível no Estoril Court Central, em Oeiras. Emilio Sánchez foi o grande vencedor. A honra portuguesa era defendida por Nuno Marques que, no entanto, ficou pela primeira ronda.

O espanhol partia como terceiro cadeça-de-série, mas rapidamente viu o primeiro e segundo pré-designados sucumbirem na terra batida portuguesa. Martin Jaite, segundo cabeça-de-série, perdeu logo na primeira ronda; o principal favorito, Jay Berger, ficou-se pelos quartos de final. Sánchez aproveitou da melhor forma os desaires dos seus principais oponentes e na final derrotou Frando Davin pelos parciais 6-3 e 6-1. Mas o espanhol não se ficou por aqui, venceu também o torneio de pares, no qual jogou ao lado do seu compatriota, Sérgio Casal.

Quanto ao torneio feminino, as senhoras apenas começaram a competir no Estoril no ano de 1998, tendo a primeira vencedora sido a austríaca Barbara Schwartz.

João Lagos começava então a sua maior jornada no que toca a eventos desportivos. Entretanto já se fizeram mais vinte edições, pelas quais passaram grandes nomes do ténis. Uns triunfaram, casos de Federer, Djokovic ou Muller, este ainda na década de 90, outros não tiveram tanta sorte, como Nadal – o atual líder da hierarquia mundial participou no torneio português ainda no início de carreira.

Agora, História à parte, está aí a 22.º edição do Estoril Open que decorrerá entre 23 de abril e 1 de maio. A dinâmica e a lógica são as mesmas de à 21 anos, só os intervenientes serão outros. Com um lote apreciável de jogadores do top-20 mundial espera-se um torneio muito competitivo, aguardando-se um brilharete de Frederico Gil e Rui Machado, apesar de não se adivinhar fácil devido ao poderio de jogadores como Soderling, Del Potro, Verdasco, Simon ou o francês Tsonga que recebeu um wild card de última hora. Quem também recebeu um convite de última hora com entrada direta para o quadro principal do torneio foram os portugueses Gastão Elias e João Sousa, que assim têm a possibilidade que competir ao mais alto nível no na terra batida do complexo do Jamor.

Os dados estão lançados, mas só dia 1 de maio, quando a bola levantar pela última vez poeira no court central do complexo do Jamor , saberemos quem venceu o principal torneio de ténis realizado em Portugal.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do nova Acordo Ortográfico+++