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Honoris Causa a José Veiga Simão

25 Apr

O principal defensor da democratização do ensino durante o período do Estado Novo, José Veiga Simão, será distinguido com o doutoramento Honoris Causa em cerimónia solene no Grande Auditório do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, no próximo dia 27 de abril.

A condecoração, a ser atribuída pelo Reitor, Luís Antero Reto, tem como objetivo reconhecer o papel primordial que Veiga Simão desempenhou na reforma do Ensino Superior nos anos 70. 

Entre as suas ações mais marcantes está a criação da Universidade de Aveiro em 1973, fundada num contexto de expansão e renovação do ensino superior português.

Professor universitário e atualmente Reitor da Universidade de Lourenço Marques (presentemente denominada Universidade de Eduardo Mondlane), José Veiga Simão já recebeu vários reconhecimentos públicos e títulos honoríficos, entre os quais o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Joanesburgo e a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Com um papel indubitavelmente importante durante os longos anos de Estado Novo, o ex-ministro tem mostrado o seu desagrado com algumas medidas tomadas por Mariano Gago, defendendo a revitalização e uma estratégia diferente para as universidades portuguesas.

A condecoração, a acontecer no próximo dia 27 pelas 17h30, irá decorrer em simultâneo com a distinção de André Jordan, empresário das áreas do turismo, imobiliário e media.

Maria de Lurdes Rodrigues, ex-ministra da Educação e docente no ISCTE-IUL, será a madrinha de doutoramento Honoris Causa a José Veiga Simão e, tal como o homenageado, irá fazer uma breve intervenção.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico+++

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Bolsas a menos, desistências a mais

4 Feb
por Marina Alves |

Desde o início do ano letivo, mais de 1200 alunos já cancelaram a inscrição em apenas três universidades: Minho, Porto e Coimbra. Porquê? As associações académicas defendem que tal se deve às novas regras de atribuição de bolsas de estudo, que impossibilitam muitos estudantes de continuarem o seu percurso universitário.

Na Universidade de Coimbra tiveram lugar o maior número de desistências até ao dia 28 de janeiro, num total de 598 estudantes. Segue-se a Universidade do Minho com um total de 500 requerimentos para cancelar a matrícula, o que conduziu a um inquérito aos alunos para perceber os motivos de abandono. Já a Universidade do Porto conta apenas com 145 desistências, um número que ainda não se encontra ao nível do total registado no ano letivo anterior (217).

No dia 27 de janeiro, o Conselho Geral da Universidade do Minho avisou, em comunicado, que “a situação viola as legítimas expectativas dos estudantes e contraria o critério de confiança sobre o qual firmaram a sua relação com a instituição universitária e com o Estado”. Também Luís Rodrigues, Presidente da Associação Académica da Universidade do Minho, estabelece uma “relação causa-efeito” entre as inscrições canceladas e a diminuição no número de alunos bolseiros e no valor médio dos apoios. “Temos centenas de pedidos de ajuda de colegas”, disse Luís Rodrigues.

Em reação ao comunicado da UM, Mariano Gago, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, afirmou que “a revisão das normas técnicas, após uma avaliação da sua aplicação e do seu impacto, já estava prevista. Não deixaremos de avaliar o impacto social do atual sistema de apoios sociais”. O ministro acredita que este aumento de desistências “nenhuma relação terá com o atual regime de bolsas”, garantindo que as correções ao regulamento serão feitas caso sejam necessárias.

O prazo para a conclusão da análise das candidaturas a bolsas de estudo termina em finais de fevereiro, mas até agora um quarto dos estudantes já ficou sem apoios face às novas regras. O ministro sustenta que o novo regulamento pretende concentrar recursos em quem mais precisa e que muitos estudantes carenciados viram o valor da sua bolsa de estudo aumentar.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++