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Um festival dentro do festival

21 Apr

E se, de repente, o Optimus Alive se transformasse num festival de música electrónica? Acalmem-se os fãs do Passeio Marítimo de Algés porque, para já, essa mudança não está no horizonte da Everything is New, a promotora do evento. Ainda assim, a música electrónica vai-se aproximando cada vez mais deste já tradicional festival lisboeta.

Na edição deste ano, o festival vai ter um terceiro palco. Situado no caminho entre o Palco Optimus e o Palco Super Bock, o espaço Optimus Clubbing vai ser o centro da música electrónica à beira Tejo. Para este terceiro palco, ainda apenas é conhecido o cartaz para o último dia, 9 de julho. Nesse dia, a música vai estar a cargo do showcase da Boys Noize Records. E, segundo a Everything is New, “foi o próprio Alex Ridha (o homem que dá corpo a Boys Noize) que pediu para trazer o showcase” a Lisboa.

Assim, Boys Noize será o cabeça de cartaz do Palco Optimus Clubbing no dia em que a sua produtora toma conta espaço. Nesse dia, além do DJ e produtor alemão, atuarão também nomes o francês Mr. Oizo, os norte-americanos Spank Rock, o britânico Erol Alkan ou o alemão Housemeister, para um total de onze horas de música.

No mesmo dia que Boys Noyze, sobem ao palco principal do evento os White Lies, Paramore e Kaiser Chiefs. Já no Palco Super Bock, TV on the Radio ou os portugueses Linda Martini são algumas das atrações.

O Palco Optimus Clubbing chega assim, este ano, ao Passeio Marítimo de Algés para contribuir para a diversidade de estilos de música deste festival e ser, como refere a produtora, “um festival dentro do festival”.

O Optimus Alive decorre entre os dias 6 e 9 de julho, com os bilhetes a custarem entre 50 e 129 euros. Mais informações sobre o evento podem ser encontradas aqui.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

Festas académicas 2011

19 Apr

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Entradas

Passe Sócio: 38€

Passe Não-Sócio: 50€

Diário Estudante: 10€

Diário Não-Estudante: 12€

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Entradas

Geral estudantes (acesso a Garraiada e Chá Dançante): 55€

Geral de parque estudante (acesso a todas as noites do parque): 47€

Público geral (acesso a quatro noites do parque): 47€

Diário de parque (estudante):

Diário de parque (não estudante):

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Entradas

Estudante: 7€ (exceto dia 6: 8€)

Não estudante: 13€ (exceto dia 6: 14€)

Semanal: 50€ (exclusivo estudantes universitários)

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[TABLE=40]

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Entradas

Bolseiros e portadores do cartão académico: 45€

Estudantes e ex-estudantes: 50€

Público geral: 55€

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Entradas

Diário estudante: 8€ (dias 9, 11 e 12), 9€ (dias 7, 8, 10 e 13)

Diário não estudante: 11€ (dias 9 e 12) 12€ (dia 11), 12,5€ (dias 7, 8 e 10), 13€ (dia 13)

Semanal: 33€

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Entradas

Diário: 12€ (10€ nas AEs aderentes, 14€ no dia do evento)

Passe: 22€ (20€ nas AEs aderentes, 24€ no dia do evento)

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Entradas

Estudantes: 5€

Não estudantes: 7€ (dias 11 e 12), 8€ (dias 10 e 13) e 10€ (dia 14)

Semanal: 20€

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Entradas

Passe estudantes: 31€

Passe estudantes com cartão BPI: 30€

Diário: divulgado no próprio dia

Da «Geração à Rasca» ao «Movimento 12 de Março»

16 Apr

Afinal a  manifestação «Geração à Rasca» conseguiu alcançar os seus objetivos: provocar reações. «Movimento 12 de Março». É assim que se chama o movimento de um «coletivo informal», como descrevem os fundadores do protesto «Geração à Rasca», no Facebook.

António Frazão, Paula Gil, João Labrincha e Alexandre de Sousa Carvalho acreditam que tanto este movimento como o protesto que fez sair à rua milhares de manifestantes se traduz na «voz ativa na promoção e defesa da democracia».

Fazendo o possível para escapar a atividades religiosas, violentas, partidárias e, sobretudo, com fins lucrativos, o M12M não pressupõe «uma hierarquia ou uma estrutura», como declara João Labrincha ao jornal Público. O desejo destes quatro jovens é que o movimento continue a expandir os seus tentáculos por todo o país e pelo mundo para que, assim, se possa encontrar uma «consubstanciação de vontades» e lutar para «uma melhor democracia».

A emergência em arranjar soluções (quase) ideais para tirar o país da crise e protestar contra as condições de vida em Portugal, são os moldes da revolta dos cidadãos que, através de «uma resposta conjunta [conseguirão] encontrar soluções para os problemas que são globais», afirma João, relembrando o mar de gente que inundou várias cidades do país e envolveu estudantes, desempregados, trabalhadores precários e também muitos curiosos.

Então, para que a luta continue, no dia 20 de abril, por volta das 11h00 será apresentado no Museu do Fado os objetivos e as próximas iniciativas do «Movimento 12 de Março» que pretende celebrar mais «sinais de vitória» e consciencializar cada vez mais pessoas.

“Milhões” de novidades

16 Apr

Os portugueses If Lucy Fell e os britânicos Comanechi são as mais recentes confirmações para o festival Milhões de Festa 2011. A banda lisboeta atua no primeiro dia do festival, 22 de julho, e os Comanechi no último dia, 24 de julho.

LobsterBob Log III e Shit & Shine são mais nomes entretanto anunciados para o festival minhoto. Os Lobster, naturais de Lisboa, vão atuar pela terceira vez em Barcelos no dia 23, tendo a cidade do Galo sido um dos seus primeiros palcos quando iniciaram o seu percurso musical, há cerca de seis anos. O norte-americano Bob Log III atua também no dia 23 e os britânicos Shit & Shine no dia 22.

Estes artistas juntam-se assim aos já confirmados Long Way To Alaska, The GlockenwiseFoot VillageKim Ki O, DJ Fitz e Electrelane.

Os preços dos bilhetes também já são conhecidos. Para um dia de festival custam 25 euros e para os três dias 50 euros, se comprado até o dia 22 de julho. A partir do dia 22, o passe tem o custo de 60 euros.

O festival Milhões de Festa 2011 realiza-se no Parque Fluvial de Barcelos entre os dias 22 e 24 de julho.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

Mais SBSR fora do Meco

12 Apr

Este ano o SBSR promete ainda mais animação. Durante todo o ano, haverão eventos musicais que irão contar com a presença de vários DJs e artistas convidados. O primeiro realiza-se já amanhã, dia 13. Sob o tema SBSR DJ Tour, o evento noturno terá dois DJs convidados: Zé Pedro, da banda portuguesa Xutos e Pontapés, e Pedro Ramos da Rádio Radar. Trabalhando em sintonia, o primeiro evento decorrerá no Clube Ferroviário, em Santa Apolónia. Quanto às outras datas, a comissão organizadora garantiu 22 de maio, 23 de junho, 22 de setembro, 20 de outubro e ainda 24 de novembro, todos com sítio a definir.

SBSR A Band in a Van, é mais uma das apostas da organização, com uma banda de covers, liderada por Filipe Pinto, vencedor do Ídolos a circular pelo país. Estes concertos vão percorrer Portugal de lés a lés, passando por Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Évora e Vila Moura ou Faro, de 23 de maio a 9 de junho. Além disto, e para não descurar o verão do sul do país, vão haver as SBSR Summer Parties, essencialmente em Agosto e Setembro. Estas festas, organizados no algarve, vão ter como anfitriões os dj‘s convidados João Maria e Mary B.

Ainda assim, para quem não possa ir a estes lugares, a organização promete patrocinar um programa de rádio na Rádio Radar, onde irão passar músicas ao vivo do festival deste ano e de bandas que já tenham atuado noutros anos no SBSR.

Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais e os preços variam entre 45€ para o bilhete diário e 80€ para o passe de 3 dias.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

A cidade de Ulisses

3 Apr

A escritora portuguesa Teolinda Gersão volta a lançar mais um romance nas livrarias, 14 anos depois da publicação do seu último.

Este livro, A Cidade de Ulisses, contou com a edição da Sextante Editora. A sua ideia principal é a glorificação da capital portuguesa, Lisboa.

Através desta obra podemos ingressar numa viagem por toda a cidade. No entanto, o objetivo não é o de que o leitor considere Lisboa como a sua cidade de origem. Destina-se, antes, aos seus habitantes de há já algum tempo. Faz de nós, leitores, parte integrante de um romance vivido em Lisboa. “Há uma história de amor forte, que muita gente gostava de viver ou ter vivido”, segundo a autora.

Teolinda utiliza também o seu livro para criticar a atual crise, que tem sido encarada como algo já frequente desde o século XVI, e proporciona-nos uma perspetiva bastante positiva.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

Concerto da semana: Megadeth e Slayer

24 Mar

Megadeth e Slayer vão subir ao palco do Pavilhão Altântico na próxima quarta-feira, dia 30 de março. A bordo da European Carnage Tour, as bandas de Dave Mustaine (Megadeth) e Kerry King (Slayer) vão incendiar a capital portuguesa com quatro horas de intenso thrash metal.

Ambas as bandas estiveram já presentes em Portugal. Os Megadeth marcam a sua presença pelo terceiro ano consecutivo, tendo estado no evento Priest Feat em 2009 e no Rock in Rio Lisboa 2010. Já a última atuação dos Slayer em terras lusitanas foi no Super Bock Super Rock 2008. A digressão que começou no dia 12 de março em Kiev e termina a 14 de abril em Eindhoven junta duas das maiores bandas de trash metal de sempre: juntamente com os Metallica e os Anthrax, Megadeth e Slayer são apelidadas de “Big Four”, por terem popularizado o género musical nos anos 80 e tendo perpetuado o seu sucesso.

Do lado dos Megadeth, é incontornável apontar a controvérsia que o fundador, Dave Mustaine, sempre arrastou consigo. Tendo sido o guitarrista principal dos Metallica de 1981 a 1983, foi expulso da banda devido ao seu comportamento violento e abuso de substâncias. A animosidade entre Mustaine e os Metallica perdura até hoje, mas o certo é que a banda que o guitarrista criou gerou um imenso sucesso nos anos 80, comparável até ao dos próprios Metallica. E no início da década de 90, tal como a banda de James Heltfield, os Megadeth tiveram a sua consagração mundial com o álbum Rust In Peace, considerado o melhor da banda.

Com os Slayer, o seu trabalho mais aclamado data de 1986, com o álbum Reign In Blood. Mesmo sendo do mesmo género musical que os Megadeth, os Slayer têm um ritmo muito mais acelerado e letras que abordam temas mais controversos e obscuros. A banda vem sendo acusada de incitar ao Sanatismo e ao Nazismo durante toda a sua carreira, ainda que os seus membros tenham defendido publicamente que não defendem esses ideais, mesmo não condenando quem o faz.

O concerto de dia 30 começa às 21 horas, com preços que vão desde os 27,50€ (balcão 2) até aos 45€ (balcão 1). Para todos os fãs de Heavy Metal, este é um concerto imperdível que promete uma atuação estrondosa de duas das maiores bandas de música pesada de todos os tempos.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

Concerto da Semana: Roger Waters

17 Mar

Roger Waters, o músico que, para o bem e para o mal, continua a representar os tempos de ouro dos Pink Floyd, regressa a Portugal depois da sua atuação no Rock in Rio Lisboa em 2006. A passagem  de Waters em Portugal será repartida em dois concertos, nos dias 21 e 22 de março, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

A voz de Roger Waters nunca se desligou da dos britânicos Pink Floyd. Em 1979, lançaram o álbum The Wall, um evidente apelo ao fim do Muro de Berlim. Dois anos depois, o álbum tranformou-se num espetáculo de dimensões gigantes. Os custos que implicavam a produção do espetáculo fizeram com que os Pink Floyd, o tivessem exibido apenas 31 vezes. Em 1990, Roger Waters produziu, em comemoração da queda do Muro em 1989, The Wall – o maior concerto de sempre.

The Wall Tour 2011 que Waters apresenta em Portugal assinala a comemoração do trigésimo aniversário do primeiro espetáculo. «O The Wall tinha uma poderosa mensagem antiguerra. Estava lá na altura e ainda permanece hoje», afirma o artista. O concerto reproduzirá os cenários originais, com recurso às novas tecnologias. Existe mesmo uma parede que será derrubada de forma simbólica.  Another Brick in the WallGoodbye Blue Sky são temas ansiados pelo público.

Esta é a última tournée daquele que foi considerado um dos melhores baixistas do milénio, agora com 67 anos. Os bilhetes para o dia 21 esgotaram numa semana. Para o dia 22 de março ainda há bilhetes disponíveis e os preços variam entre os 40 e os 255 euros.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

‘Geração à Rasca’ com 300 mil nas ruas

12 Mar

O Clique esteve a fazer a cobertura em direto da manifestação da Geração à Rasca na cidade de Lisboa. Conseguimos falar com vários dos artistas presentes na manifestação, que em declarações à nossa revista digital fizeram algumas considerações sobre o protesto. A organização aponta para 200 mil pessoas nas ruas de Lisboa em manifestação contra a precariedade. No resto do país, estiveram na rua, segundo os mesmos dados, mais de 80 mil. Seis mil dos quais em Faro, onde o Clique também esteve.

Ouça os áudios clicando nos links e confira as declarações recolhidas pelos nossos repórteres.

Fernando Tordo

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Rui Veloso

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Jel – Homens da Luta

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FalâncioHomens da Luta

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Joana Vasconcelos

3 Mar

É parisiense e nasceu em 1971. As ruas apaixonantes da Cidade Luz de certo gravaram a sua essência no sangue e fizeram com que a artista plástica, Joana Vasconcelos, desenvolvesse uma capacidade artística fora do comum e com um toque especial de cor, brilho e originalidade. A sua primeira casa foi o Centro de Arte e Comunicação Visual em Lisboa, (AR.CO) onde se formou entre 1989 e 1996.

Até agora, Joana tem construído uma carreira sólida e com bases na arte contemporânea. Como tal, os diversos prémios que tem recebido são, nada mais, nada menos que a valorização do seu brilhante trabalho. Em 2000, a artista foi contemplada com o prémio EDP Novos Artistas, prémio que promove os expoentes máximos da arte contemporânea. Distingue, assim, artistas que estão a dar os primeiros passos na construção da sua carreira e que apresentam um leque variado de ideias originais e criativas, desde que inseridas no contexto nacional e internacional. Já o prémio Fundo Tabaqueira Arte Pública foi atribuído em 2003, devido ao projeto realizado no Largo da Academia das Belas Artes, em Lisboa.

Mas, o prémio que mais fez com que Joana Vasconcelos se demarcasse dos outros artistas e ganhasse mais projeção na sociedade portuguesa foi o The Winner Takes It All, em 2006, pela obra Néctar que se encontra exposta na entrada no Museu Coleção Bernardo, no Centro Cultural de Belém. Para a artista, e segundo uma entrevista de Agustín Pérez Rubio na altura em que o projeto ainda estava a ser desenvolvido, «o projeto do CCB é um projeto que vai ter uma repercussão maior no contexto português.». E teve. E a razão prende-se, não só pelo excepcional trabalho de Joana Vasconcelos, como pela grandeza que é ter um trabalho exposto no Museu Berardo. «Não existe um palco melhor em Portugal (…), o melhor palco para a arte contemporânea na cidade onde vivo, que é Lisboa, é sem dúvida o CCB».


Quanto à arte pública, Joana Vasconcelos tem contribuído para dar mais cor às ruas portuguesas. Prova disso é a obra Sr. Vinho, de 2010, que tem cinco metros de altura, avaliada em 300 mil euros, foi adquirida pela Câmara Municipal de Torres Vedras. No mesmo ano, o Terreiro do Paço foi o lugar eleito para a exposição da mais recente obra da artista: uma piscina que tem a forma de Portugal Continental. O lugar foi escolhido a dedo pois era importante existir uma ligação com a água e o país. Apesar da escultura já ter sido idealizada há algum tempo, foi devido às comemorações do centenário da República que fez sentido mostrá-la ao público para, assim, se «questionar o presente para se perspetivar o futuro», afirmou Joana numa entrevista ao jornal Público em no dia 22 de outubro de 2010.

Com obras espalhadas em coleções privadas europeias, Joana Vasconcelos tem provado que a criatividade é a principal arma para quem quer ter sucesso no mundo das artes contemporâneas, um campo cada vez mais competitivo e dominado por novos e grandes talentos.

Oito de março, oito mulheres

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++