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GP da Malásia promete ser quente

9 Apr

Grande Prémio (GP) da Malásia, a terceira prova da temporada, decorre este fim de semana na cidade de Sepang . O circuito, que entrou para o “circo” da Fórmula 1 em 1999, é um dos mais modernos da categoria e é uma daquelas provas com grandes emoções e altas temperaturas. Este ano chegará perto dos 40º graus o que levará com que os pilotos façam até quatro paragens nos boxes.

O GP que tem como maior vencedor Michael Schumacher com três vitórias (2000, 2001 e 2004), mas o primeiro a triunfar foi o piloto irlandês, Eddie Irvine. O último vencedor foi Sebastian Vettel da RBR (Red Bull Racing), piloto alemão que no ano passado também conquistou o título da categoria.

Este ano a prova promete muitas emoções pois, tal como na Austrália, no GP de Melbourne, a chuva promete marcar presença e será com certeza um ingrediente interessante para a prova. Vettel, que mostrou novamente a sua superioridade sobre Ferrari e McLaren, conseguiu a pole position e vai largar na frente da grelha e assim tentar repetir o feito de 2010, quem sabe para começar a lançar a “moda” de que Sepang é um amuleto e quem vence a prova, consegue também o título.

Já para o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, o fim de semana na Malásia não começou bem: foi o quinto mais rápido no treino de qualificação.  Para o piloto nascido nas Astúrias o problema não pode ser colocado nos pneus, eles que serão peças decisivas nesta prova, devido o grande calor da Malásia, mas sim no carro em si.  “Os pneus são os mesmos para todos, por isso não acho que eles sejam um problema. O carro não é rápido o suficiente”, disse o espanhol depois do treino que definiu as posições de partida. Alonso, já no GP na Austrália não passou do quarto lugar.

Para os ingleses da McLaren o fim de semana não começou mal de todo. Lewis Hamilton vai largar em segundo e o seu companheiro Jenson Button sai em quarto. Hamilton apenas perdeu a primeira posição no último segundo do treino, quando Vettel conseguiu fazer 1m34s870 e cravar a primeira posição para amanhã.  Lewis que ficou em segundo na Austrália, disse que o resultado não é mau de todo e tem ótimas esperanças para o domingo. “Não podemos ficar dececionados. Após a última corrida, fizemos um trabalho fantástico para ameaçar as RBRs. Estou orgulhoso de ter testado peças novas para o carro neste fim de semana. Podemos ser felizes. Gostaria de ter ficado na pole, mas eles estavam com a vantagem. Diminuímos a diferença.” disse o inglês.

Agora é esperar por amanhã e ver se as alterações nos McLarens, a esperança dos Ferraris e a excelente fase dos RBR fazem com que o GP da Malásia seja um daqueles que fique marcado por ser uma grande corrida, com muitas ultrapassagens e muita emoção para os amantes da maior categoria do automobilismo.

O GP de Sepang tem hora marcada este Domingo, às 09h da manhã, hora de Lisboa.

Grid – GP Malásia

1 – Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) – 1m34s870
2 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – 1m34s974
3 – Mark Webber (AUS/RBR-Renault) – 1m35s179
4 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 1m35s200
5 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – 1m35s802
6 – Nick Heidfeld (ALE/Renault-Lotus) – 1m36s124
7 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m36s251
8 – Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) – 1m36s324
9 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1m36s809
10 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – 1m36s820

Eliminados na segunda parte:
11 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – 1m37s035
12 – Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) – 1m37s160
13 – Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) – 1m37s347
14 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – 1m37s370
15 – Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) – 1m37s496
16 – Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) – 1m37s528
17 – Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) – 1m37s593

Eliminados na primeira parte:
18 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) – 1m38s276
19 – Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) – 1m38s645
20 – Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) – 1m38s791
21 – Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) – 1m40s648
22 – Jerome D’Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) – 1m41s001
23 – Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) – 1m41s549
24 – Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth) – 1m42s574

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

Às voltas no Algarve

7 Apr

Um circuito de 4692 metros faz do Autódromo Internacional do Algarve um dos maiores projetos portugueses. Com um custo total de 195 milhões de euros, este espaço inclui uma área destinada ao autódromo, outra ao kartódromo, a um parque tecnológico, a um hotel de cinco estrelas, apartamentos e a um complexo desportivo. Situado a cerca de 16 km de Portimão, na freguesia da Mexilhoeira Grande, ficou concluído em outubro de 2008.

Construído com a mais recente tecnologia, este projeto foi acompanhado, desde o inicio, pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e pelaFederação Internacional de Motociclismo (FIM), estando aprovado para a Fórmula 1 e para o SuperBikes pelas respetivas federações.

Previsto para 100 000 espetadores, ficando estes distribuídos por 15 000 lugares na bancada principal e pelos diversos locais existentes em torno da pista, está também equipado com camarotes VIP, os quais oferecem inúmeros serviços e mordomias.

Entre as inúmeras provas já realizadas e agendadas, são garantidas as do Campeonato do Mundo de SuperBikes e do Campeonato do Mundo de Endurance. Estas provas são emitidas em mais de 80 canais de televisão, garantindo uma média de 2 biliões de espetadores. Também as principais provas portuguesas de motociclismo e automobilismo passam pela Algarve.

Para além do desporto automóvel, o autódromo promove eventos que divergem do automobilismo, como por exemplo o Rock One. Este festival de verão é baseado num conceito inovador, que une a velocidade à música. Durante quatro dias o espetador pode ouvir as suas bandas favoritas enquanto desfruta dum espaço destinado às corridas.

Com o objetivo de atrair turismo e dinheiro, o Autódromo Internacional do Algarve tem despertado a atenção dos apaixonados pelo automobilismo, dando visibilidade ao Algarve e trazendo mais gente a Portugal. Este espaço tem recebido as mais conceituadas provas deste ramo, tendo cumprido aquilo que lhe havia sido exigido quando projetado.

Apesar do automobilismo ser um desporto de elite, a adrenalina imposta pelas grandes velocidades atrai cada vez mais público. A importância das provas e o clima algarvio garantem a existência de espetadores. Isto juntamente com a utilização alternativa do espaço, nomeadamente para festivais de verão, faz com que o Autódromo Internacional do Algarve tenha rendimento económico capaz de assegurar as elevadas despesas e garantir lucro, permitindo a organização de mais e melhores eventos.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico+++

Ate já, Bahrein

8 Mar

Há males menores necessários. É esta a razão que terá levado o príncipe herdeiro Salman bin Hamad bin Isa Al-Khalifa a cancelar o Grande Prémio do Bahrein, prova inaugural do calendário da Formula 1. Segundo este, o país terá agora de “ultrapassar a tragédia, sanar as divisões e redescobrir aquilo que une o país”.

O GP do Bahrein vê assim os seus dias contados na presente época. A instabilidade do país terá levado Bernie Ecclestone a promover um simples adiamento da prova para finais de novembro (antes do GP do Brasil, último do calendário). Mas, tal situação levaria a que prova se realizasse num período extremamente decisivo e cansativo para os atletas. E, tal fator, tem provocado bastante discordância, que tudo indica, levará ao cancelamento do Grande Prémio em questão.

O próprio campeão mundial, Sebastian Vettel, em declarações ao jornal finlandês Turun Sanomat, fez saber que se a decisão fosse sua, não remarcaria a prova. Tal posição é ainda mais acentuada pelo presidente da Williams, Adam Parr, o qual disse que a sua equipa deveria boicotar o GP do Bahrein, caso ele não fosse cancelado.

A competição que teria começo dia 13 de março no circuito de Sakhir terá assim o seu início a 27 de março na Austrália, no circuito de Melbourne. Em declarações à BBC, o piloto australiano Mark Webber, sublinhou a satisfação por iniciar o calendário desportivo no seu país natal, esperando nada mais, nada menos, que uma “corrida sensacional”.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

Tragédias em férias

11 Feb
por Jorge Sousa |

O milagre de 10 de junho de 2007, em pleno Grande Prémio do Canadá, voltou a acontecer no passado dia 6 de fevereiro. Mais uma vez, antecipando-se o pior, Robert Kubica – o primeiro Polaco a guiar na Fórmula 1 – milagrosamente saiu com vida de um acidente de elevada dureza. Poucos dias após ter finalizado os testes em Valência do novo monolugar da Renault, pior não poderia ter sido este último período de férias do piloto antes do início da competição.

O certo é que milagres nem sempre ocorrem. Colin McRae, o mais jovem campeão mundial de Rally de sempre, perdeu a vida quando a 15 de setembro de 2007 levou um grupo de familiares e amigos da família num passeio no seu avião privado. Este despenhou-se provocando a morte de mais três pessoas, uma delas o filho de cinco anos do condutor.

Outra história trágica é a de “João do Pulo”, forma como era conhecido o antigo recordista mundial do triplo salto João Carlos de Oliveira. Desta feita, num acidente automóvel, em 1981, um ano após ter participado nos Jogos Olímpicos (venceu a medalha de bronze numa prova bastante polémica), teve de ter a sua perna amputada. Todavia, o pior ainda estaria para acontecer, quando em 1999, sozinho e com dívidas financeiras, faleceu devido a uma cirrose hepática.

No futebol, milagres como o de Kubica também parecem não acontecer, sendo vários os casos trágicos que foram marcando os períodos de férias, ou de final de época dos jogadores. Darío Silva, internacional uruguaio viu a sua carreira acabar, quando numa visita ao seu país em setembro de 2006, sofreu igualmente um acidente automóvel que fez com que a sua perna tivesse de ser igualmente retirada do joelho para baixo. Andrés Escobar é outro caso trágico, desta feita ainda mais dramático. Em 1994, após ter marcado um auto-golo no Campeonato do Mundo afastando assim a sua seleção da fase seguinte da prova, foi morto no seu país natal, a Colômbia, num ato que muitos acreditam ter sido de vingança. O povo colombiano chorou a sua morte, com a presença de 120.000 pessoas no seu funeral. Com 27 anos de idade, o jogador preparava-se para jogar no futebol europeu, mais propriamente no AC Milan

Em Portugal, Bruno Baião foi o segundo atleta do Benfica a sucumbir em 2004, num ano negro para o clube. No entanto, ao contrário de Miklós Fehér que faleceu em campo, o jovem capitão dos Juniores dos encarnados acabaria por cair inanimado num café após um treino de final de época, falecendo quatro dias mais tarde. No ano seguinte, o drama voltaria a instalar-se no Futebol Nacional, desta feita com a morte de Hugo Cunha, atleta da União de Leiria e com passagem no Vitória de Guimarães. Num jogo de amigos no final de junho, o atleta sentiu-se mal, falecendo no local. Por fim, Rui Filipe. Em agosto de 1994 o jogador do Futebol Clube do Porto perdeu a vida num desastre automóvel quando contava com 26 anos. Um mês antes de falecer acabaria por alcançar um último momento de glória conquistando a Supertaça Nacional.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++