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Marta Pedro: Prémio Fernando Távora

20 Apr

Marta Pedro é a vencedora da 6ª edição do Prémio Fernado Távora, anunciada no passado dia 1 de abril. Aos 30 anos, a jovem arquiteta portuguesa, residente em Tóquio desde 2005, conquistou o júri deste ano com o projeto “A Song to Heaven ou o Japão Sublime em Frank Lloyd Wright: Da viagem de 1905 ao legado na arquitetura moderna japonesa”.

Licenciada pelo Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra em 2005, Marta Navarro Pedro radicou-se no Japão nesse mesmo ano e é, desde 2006, professora convidada na Universidade Miji (Tóquio) e membro da direção do Young Leaders Group of Urban Land Institute Japan. No currículo internacional conta ainda com colaborações com os ateliers Toyo Ito & Associates, Jun Mitsui e Richard Rogers e Maki and Associates Architects. Em Portugal trabalhou com Cecil Balmond no projeto do Pavilhão para o Jardim de Santa Cruz, em Coimbra.

O Prémio Távora é atribuido anualmente, desde 2005, pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Advogados (OA/SRN) em homenagem ao arquiteto portuense Fernando Távora, que foi professor do curso de Arquitetura da Escola de Belas Artes do Porto e mestre de grandes nomes da área como Siza Vieira e Souto Moura. Durante a sua vida, Távora viajou por todo o mundo a fim de estudar in loco a arquitetura mundial de todos os estilos e épocas. E é precisamente porque «o Prémio Fernando Távora destina-se a perpetuar a memória do arquiteto, valorizando a importante contribuição da viagem e do contato direto com outras realidades, na formação da cultura do arquiteto» (segundo o site da OA) que anualmente é atribuída uma bolsa de 6.000 euros ao melhor projeto de viagem de investigação apresentado por um membro da Ordem dos Advogados.

A abertura das inscrições, bem como a apresentação do júri, acontece todos os anos no Dia Mundial da Arquitetura (primeira segunda-feira de outubro). Em cada cerimónia de abertura o vencedor do ano anterior terá de apresentar os resultados da viagem realizada.

O júri é renovado, total ou parcialmente, todas as edições e deverá ser composto por cinco elementos nomeados pela OA/SRN, entre os quais uma figura de relevo cultural e um elemento designado em conjunto com a família Távora. Nesta 6ªa edição, o júri contou com o realizador Manoel de Oliveira, António Magalhães Basto (representante da família Távora) e os arquitetos Margarida Vagos Gomes (OA), João Mendes Ribeiro (Casa da Arquitetura de Matosinhos) e o espanhol Luís Moreno Mansilla.

Em 2009, Marta Pedro iniciou no Japão um projeto de documentação e arquivo fotográfico de obras de arquitetura japonesa, moderna e contemporânea e ganha agora uma bolsa de investigação que lhe permitirá um estudo mais aprofundado e específico. Foi com um projeto de uma viagem que, segundo o júri, «transcende o tempo e o espaço para nos propor uma dimensão híbrida entre a arquitetura tradicional japonesa e a história da arquitetura moderna, traduzida de forma clara na arquitetura intemporal de Frank Loyd Wright» que Marta Pedro saiu vencedora da edição do Prémio Távora com mais participantes até hoje (36).

Pessoalmente deslumbrada com a arquitetura nipónica, Marta cativou o júri, que reconheceu que «O rigor e a qualidade desta viagem são alicerçados num conhecimento aprofundado da cultura, história e domínio da língua japonesa, proporcionados pela vivência e trabalho neste país».

A um herói desconhecido

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico+++

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Festas académicas 2011

19 Apr

[TABLE=36]

Entradas

Passe Sócio: 38€

Passe Não-Sócio: 50€

Diário Estudante: 10€

Diário Não-Estudante: 12€

[TABLE=37]

Entradas

Geral estudantes (acesso a Garraiada e Chá Dançante): 55€

Geral de parque estudante (acesso a todas as noites do parque): 47€

Público geral (acesso a quatro noites do parque): 47€

Diário de parque (estudante):

Diário de parque (não estudante):

[TABLE=38]

Entradas

Estudante: 7€ (exceto dia 6: 8€)

Não estudante: 13€ (exceto dia 6: 14€)

Semanal: 50€ (exclusivo estudantes universitários)

[TABLE=39]

[TABLE=40]

[TABLE=41]

Entradas

Bolseiros e portadores do cartão académico: 45€

Estudantes e ex-estudantes: 50€

Público geral: 55€

[TABLE=43]

Entradas

Diário estudante: 8€ (dias 9, 11 e 12), 9€ (dias 7, 8, 10 e 13)

Diário não estudante: 11€ (dias 9 e 12) 12€ (dia 11), 12,5€ (dias 7, 8 e 10), 13€ (dia 13)

Semanal: 33€

[TABLE=44]

Entradas

Diário: 12€ (10€ nas AEs aderentes, 14€ no dia do evento)

Passe: 22€ (20€ nas AEs aderentes, 24€ no dia do evento)

[TABLE=62]

Entradas

Estudantes: 5€

Não estudantes: 7€ (dias 11 e 12), 8€ (dias 10 e 13) e 10€ (dia 14)

Semanal: 20€

[TABLE=63]

Entradas

Passe estudantes: 31€

Passe estudantes com cartão BPI: 30€

Diário: divulgado no próprio dia

Mais SBSR fora do Meco

12 Apr

Este ano o SBSR promete ainda mais animação. Durante todo o ano, haverão eventos musicais que irão contar com a presença de vários DJs e artistas convidados. O primeiro realiza-se já amanhã, dia 13. Sob o tema SBSR DJ Tour, o evento noturno terá dois DJs convidados: Zé Pedro, da banda portuguesa Xutos e Pontapés, e Pedro Ramos da Rádio Radar. Trabalhando em sintonia, o primeiro evento decorrerá no Clube Ferroviário, em Santa Apolónia. Quanto às outras datas, a comissão organizadora garantiu 22 de maio, 23 de junho, 22 de setembro, 20 de outubro e ainda 24 de novembro, todos com sítio a definir.

SBSR A Band in a Van, é mais uma das apostas da organização, com uma banda de covers, liderada por Filipe Pinto, vencedor do Ídolos a circular pelo país. Estes concertos vão percorrer Portugal de lés a lés, passando por Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Évora e Vila Moura ou Faro, de 23 de maio a 9 de junho. Além disto, e para não descurar o verão do sul do país, vão haver as SBSR Summer Parties, essencialmente em Agosto e Setembro. Estas festas, organizados no algarve, vão ter como anfitriões os dj‘s convidados João Maria e Mary B.

Ainda assim, para quem não possa ir a estes lugares, a organização promete patrocinar um programa de rádio na Rádio Radar, onde irão passar músicas ao vivo do festival deste ano e de bandas que já tenham atuado noutros anos no SBSR.

Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais e os preços variam entre 45€ para o bilhete diário e 80€ para o passe de 3 dias.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

Padrão do Reconhecimento

5 Mar

Foi na passada quinta-feira, dia 3 de março que o Conselho de Ministros aprovou o decreto que classificaria oito monumentos como nacionais: «O valor científico, patrimonial e cultural de cada um dos bens agora classificados, aliado aos critérios de autenticidade, originalidade, raridade, singularidade e exemplaridade, revelados pelo modo como foram apropriados pelos cidadãos e na relevância simbólica que adquiriram, como lugares das artes e da memória história e política, justificam que sejam classificados como monumentos nacionais».

A Casa de Chá de Boa Nova e as Piscinas de Marés, em Matosinhos, foram duas das oito obras eleitas monumentos nacionais. Os projetos do arquiteto Álvaro Siza Vieira, concretizados na sua cidade natal, Matosinhos, nos anos 50 e 60, fizeram com que o autor se mostrasse «grato e satisfeito» pela nomeação.

Em declarações ao jornal Público, Siza Vieira confessa estar mais satisfeito com a projeção que a arquitetura portuguesa está a ganhar, devido a estas classificações, do que propriamente à sua satisfação pessoal. Afirma que «normalmente prestamos mais atenção à arquitetura clássica, palácios, monumentos e igrejas, e desprezamos a do nosso tempo. Esquecemo-nos que a arquitetura é um continuum». Aliado a esse esquecimento está a crítica: «quando um arquiteto vai trabalhar num sítio belo, a primeira reação da maioria das pessoas é ‘lá vai ele estragar’», lamenta ao jornal Sol e acrescenta que a desconfiança dada à arquitetura contemporânea é cada vez maior.

Mas outras construções de importante semblante também mereceram o reconhecimento por parte do Governo. A Casa do Passal, em Carregal do Sal, o sítio arqueológico pré-histórico Concheiros de Muge, em Salvaterra de Magos, o Sistema de Abastecimento de Águas à cidade de Braga do século XVIII, também conhecido por Sete Fontes, o antigo Convento dos Eremitas de S. Paulo da Serra de Ossa ou de Jesus Cristo, no Redondo, a Igreja do Carmo, em Coimbra, e o Terreiro da Batalha do Ameixial, em Estremoz, corresponderam às exigências do Conselho de Ministros e revelaram-se de «excecional interesse nacional», sendo pois as restantes seis obras consideradas monumentos nacionais.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

Obras a metro

22 Feb
por Maria José Vilas Boas |

A interrupção do serviço ferroviário na totalidade do Ramal da Lousã, anunciada em Dezembro de 2009, rapidamente culminou nos protestos da população local, que viu o seu principal meio de transporte para o emprego desaparecer e ficou com o acesso a outros serviços indispensáveis dificultado, como é o caso dos serviços de saúde e educação, na sua maioria localizados para além das suas áreas de residência e implicando deslocação até Coimbra ou até a outras principais cidades do distrito.

O motivo do encerramento da linha centenária que fazia a ligação entre a freguesia de Serpins (Lousã) e Miranda do Corvo prende-se com o projeto Metro Mondego, que prevê a instalação de um sistema ferroviário que se espera mais moderno, mais prático, mais eficiente, mais ecológico e mais seguro. O grande objetivo é melhorar a rede ferroviária da terceira maior área metropolitana de Portugal, ligando Coimbra B a Serpins através de um metro ligeiro de superfície, do tipo “tram-train”, compatível com a circulação em eixos urbanos e suburbanos.

O Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) contempla, não só a requalificação da Linha da Lousã, com a criação de um troço suburbano entre Serpins e Sobral de Ceira, mas também um troço urbano entre Sobral de Ceira e Coimbra B, que, por sua vez, dará acesso à Linha do Hospital, a ser construída numa segunda fase. Esta última facilitará o transporte de pessoas no centro da cidade de Coimbra, abrangendo as zonas da Câmara, do Mercado, da Universidade e do próprio Hospital.

Considerado um projeto bastante ambicioso, quando concluído contará com duas linhas remodeladas segundo o modelo de bitola europeia, que se estendem por um total de 41,6 Km abrangendo 43 estações e unindo três concelhos. De forma a otimizar o tempo das deslocações e contribuir para o conforto dos passageiros, serão também efetuadas obras adjacentes a algumas das novas estações. O vídeo de apresentação disponível online apresenta todos os pormenores do projecto.

A criação da empresa Metro Mondego, S.A. data de 1996, mas só em 2006, ano em que se comemorou o centenário do Ramal, é que o “tram-train” começou a ganhar contornos mais reais. Em 2008 surge o Movimento de Defesa do Ramal da Lousã, que exigia mais esclarecimentos sobre as alterações que iriam ser feitas e, receando o que acabou mesmo por acontecer, apelava à não suspensão do transporte que servia milhões de pessoas anualmente, sugerindo que se encontrassem outras alternativas.

De facto, o SMM apresentou alternativas, mas não impediu o cancelamento do serviço ferroviário. Atualmente, e desde a desativação do Ramal, a população da Lousã e de Miranda do Corvo tem à sua disposição serviços rodoviários alternativos que não satisfazem quem neles tem de se deslocar diariamente.

Na edição do Jornal de Notícias do dia 2 de dezembro de 2009, a propósito de uma manifestação do Movimento, era notável o descontentamento dos membros, como é o caso de Isabel Simões, que declarava: “Continuamos a não querer o encerramento da linha, porque há outras soluções e, portanto, não se admite que se feche impunemente uma linha centenária sem estudar outras alternativas e, além do mais, agora pugnamos pela segurança dos transportes alternativos”.

Para agravar a situação de descontentamento social que se fazia sentir há já um ano, no final de 2010 e início de 2011 surge a hipótese do novo Orçamento de Estado obrigar ao cancelamento das obras do Metro do Mondego.

Novamente surgem manifestações e são entregues abaixo-assinados na Assembleia da República provindos de cidadãos indignados com a “irresponsabilidade do governo”, que, após dispensar milhares de euros na desativação do Ramal e no início das obras, “decide suspender a construção de um empreendimento fundamental para a região do Mondego e para a população que lá habita”. O Parlamento ponderou a situação e foi já anunciado que as obras continuarão, sendo apenas sujeitas a uma recalendarização.

O Ramal da Lousã torna-se assim mais um dos troços ferroviários desativados em Portugal, mas espera-se que, ao contrário de muitos outros, este volte a ver os comboios passar.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++