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Australia Open: a história

29 Jan
por Steve Grácio |

O Australia Open é o primeiro dos quatro Grand Slam do ano. Nas suas primeiras edições, porém, era realizada em dezembro, o que fazia com que não fosse a primeira do ano mas sim a última. No entanto, a partir de 1987 passou a realizar-se em janeiro, para evitar as alturas de elevada temperada que acontecem em dezembro, na Austrália.

Este torneio realiza-se em Melbourne desde 1972. Porém, até 1972 realizou-se em seis cidades diferentes. Possui uma superfície dura, rápida e um teto móvel essencialmente para evitar o calor.

O primeiro vencedor do Australia Open foi o australiano Rodney Heath, ao passo que o primeiro estrangeiro a vencer a competição foi Fred Alexander em 1908, na quarta edição. Nas primeiras edições havia poucas nacionalidades presentes. Talvez por isso seja um australiano (Roy Emerson) quem arrecadou um maior número de títulos, 6. Com quatro Australia Open conquistados encontram-se também dois australianos, Jack Crawford e Ken Rosewall, bem como dois dos melhores tenistas da história, o americano André Agassi e o suíço Roger Federer.

Em 1922, a competição é aberta às mulheres. A detentora de mais títulos neste torneio é também de nacionalidade australiana e o seu nome é Margaret Smith Court, com onze edições conquistadas, um recorde. Segue-se também uma australiana, com seis torneios ganhos (Wynne-Bolton) e a americana Serena Williams, que este ano não disputou o torneio, com cinco Grand Slam australianos.

A edição deste ano foi das mais competitivas dos últimos anos, desde logo porque os dois favoritos à vitória final claudicaram. O campeão em título, Roger Federer, segundo cabeça-de-série, jogador com mais Grand Slam da história do ténis e terceiro com mais Australia Open, perdeu a meia-final com o sérvio Djokovic, num dos melhores encontros do torneio, sempre bastante equilibrado. Quanto ao número 1 mundial, Rafael Nadal, foi eliminado nos quartos-de-final perante o compatriota David Ferrer. Deste modo, o vencedor será inesperado, o que revela a magia deste grande torneio.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

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Quando a água sobe mais alto

24 Jan
por Marta Spínola Aguiar |

O Estado do Rio de Janeiro foi palco de chuvas torrenciais e desabamentos de terras, na passada quinta-feira, dia 13. As cheias e enxurradas já fizeram mais de 700 mortos, apesar de ainda não ser possível estabelecer um número exato de vítimas, que não param de aumentar.

As cidades mais afetadas são Nova Friburgo, com 334 vítimas, seguida de Teresópolis onde o número oscila entre os 285 e 292, dados atualizados pela Secretaria de Estado da Saúde brasileira. Relativamente aos desalojados, as notícias não são as melhores. O mau tempo fez com que cerca de 14.000 pessoas ficassem sem as suas casas e negócios, bem como dificultou o acesso a pelo menos 17 localidades, sendo possível lá chegar apenas através de helicópteros e veículos todo-o-terreno.

A par da tragédia que afetou um dos Estados brasileiros, os habitantes do Estado de Vitória, na Austrália, confrontaram-se com as piores cheias dos últimos 40 anos. Os cerca de quatro mil habitantes da cidade de Kerang viram-se obrigados a abandonar as suas casas e, em Brisbane, com dois milhões de habitantes, cerca de 30 mil casas foram devastadas pelas chuvas.

Como consequência, o governo australiano anunciou que estas cheias provocaram o pior desastre económico com que o país alguma vez teve que se confrontar. Várias vias de comunicação, como autoestradas e caminhos-de-ferro foram destruídos, fazendo com que os custos provocados pelo desastre natural atingissem, pelo menos, os cinco milhões de euros.

A situação verificada em ambos os países parece não ter fim à vista. Dilma Rousseff, a Presidente do Brasil, disponibilizou cerca de 350 milhões de euros (780 milhões de reais) para ajudar, primeiramente, nas reconstruções que serão realizadas este fim de semana. Já na Austrália, Tim Wiebusch, responsável pelas operações de resgate, afirma que «vamos continuar em alerta por mais sete ou dez dias». Ainda que os estragos desta tragédia superem os 10 milhões de euros, a população reúne todos os esforços para regressar à normalidade o mais rápido possível.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++