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Mais SBSR fora do Meco

12 Apr

Este ano o SBSR promete ainda mais animação. Durante todo o ano, haverão eventos musicais que irão contar com a presença de vários DJs e artistas convidados. O primeiro realiza-se já amanhã, dia 13. Sob o tema SBSR DJ Tour, o evento noturno terá dois DJs convidados: Zé Pedro, da banda portuguesa Xutos e Pontapés, e Pedro Ramos da Rádio Radar. Trabalhando em sintonia, o primeiro evento decorrerá no Clube Ferroviário, em Santa Apolónia. Quanto às outras datas, a comissão organizadora garantiu 22 de maio, 23 de junho, 22 de setembro, 20 de outubro e ainda 24 de novembro, todos com sítio a definir.

SBSR A Band in a Van, é mais uma das apostas da organização, com uma banda de covers, liderada por Filipe Pinto, vencedor do Ídolos a circular pelo país. Estes concertos vão percorrer Portugal de lés a lés, passando por Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Évora e Vila Moura ou Faro, de 23 de maio a 9 de junho. Além disto, e para não descurar o verão do sul do país, vão haver as SBSR Summer Parties, essencialmente em Agosto e Setembro. Estas festas, organizados no algarve, vão ter como anfitriões os dj‘s convidados João Maria e Mary B.

Ainda assim, para quem não possa ir a estes lugares, a organização promete patrocinar um programa de rádio na Rádio Radar, onde irão passar músicas ao vivo do festival deste ano e de bandas que já tenham atuado noutros anos no SBSR.

Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais e os preços variam entre 45€ para o bilhete diário e 80€ para o passe de 3 dias.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

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O Oeste da Europa

12 Apr

A estratégia oficial na área do turismo português tem sido a de vender o país como sendo do Sul da Europa. Geograficamente, tal facto não é totalmente falso. Porém, em termos de estratégia de marketing e competitividade no sector, penso que não é suficiente. Usualmente, todos sabemos do que estamos a falar quando nos referimos ao norte da Europa, ao sul e ao leste. As associações surgem de imediato nas nossas mentes. Porém, olhando para a rosa-dos-ventos, surge uma questão: Onde fica o Oeste da Europa?

A resposta é Portugal. E se associação e consequente resposta não são imediatas, tal deve-se à forma como se “vendeu” o país internacionalmente. A estratégia, corroborada tacitamente por todos, foi a de que Portugal é um país do Sul da Europa, um país do Mediterrâneo. Tal é verdade, mas também não é menos verdade que Portugal é o Oeste da Europa. O turismo é o único serviço que se exporta, ou seja, é o único serviço transaccionável. Numa altura em que é imperioso reduzir o défice da nossa balança de rendimentos e apostar de forma inequívoca nos sectores de bens e serviços transaccionáveis, o turismo afigura-se como um sector de potencial interesse económico.

Até aqui, pode dizer-se que existem duas regiões em que a aposta no turismo é o garante de sobrevivência da economia local e da criação de postos de trabalho: o Algarve e a Madeira. A menina dos olhos bonitos do nosso turismo é, sem margem para dúvidas, a costa algarvia. O ótimo clima, as praias de sonho e a gente hospitaleira fazem com que o Algarve seja o destino predileto dos muitos turistas, nacionais e estrangeiros. O problema de apenas se focalizar a nossa estratégia turística para o Sul é que existe uma forte concorrência: a Grécia e as suas ilhas, o sul de França, Itália e, ainda, a costa do sol espanhola. É difícil vender um produto de qualidade com “tubarões” como estes. Isto leva à necessidade de inovar. Os tempos assim o exigem. Neste sector específico, a inovação poderia passar por caracterizar igualmente Portugal como um país do Oeste europeu.

Os spots de promoção turística de Portugal e os discursos oficiais terão de reorientar a sua estratégia para este ponto cardeal. Não se trata de ostracizar ou abandonar o nosso Algarve – ou Allgarve, na nova fórmula governamental – mas antes, promover Portugal apresentando o seu outro lado, inquestionável geograficamente, o de um país que se situa no Oeste Europeu. Poderá ser uma solução inovadora e com potencial económico e social. É hora de reinventar o nosso turismo.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

Às voltas no Algarve

7 Apr

Um circuito de 4692 metros faz do Autódromo Internacional do Algarve um dos maiores projetos portugueses. Com um custo total de 195 milhões de euros, este espaço inclui uma área destinada ao autódromo, outra ao kartódromo, a um parque tecnológico, a um hotel de cinco estrelas, apartamentos e a um complexo desportivo. Situado a cerca de 16 km de Portimão, na freguesia da Mexilhoeira Grande, ficou concluído em outubro de 2008.

Construído com a mais recente tecnologia, este projeto foi acompanhado, desde o inicio, pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e pelaFederação Internacional de Motociclismo (FIM), estando aprovado para a Fórmula 1 e para o SuperBikes pelas respetivas federações.

Previsto para 100 000 espetadores, ficando estes distribuídos por 15 000 lugares na bancada principal e pelos diversos locais existentes em torno da pista, está também equipado com camarotes VIP, os quais oferecem inúmeros serviços e mordomias.

Entre as inúmeras provas já realizadas e agendadas, são garantidas as do Campeonato do Mundo de SuperBikes e do Campeonato do Mundo de Endurance. Estas provas são emitidas em mais de 80 canais de televisão, garantindo uma média de 2 biliões de espetadores. Também as principais provas portuguesas de motociclismo e automobilismo passam pela Algarve.

Para além do desporto automóvel, o autódromo promove eventos que divergem do automobilismo, como por exemplo o Rock One. Este festival de verão é baseado num conceito inovador, que une a velocidade à música. Durante quatro dias o espetador pode ouvir as suas bandas favoritas enquanto desfruta dum espaço destinado às corridas.

Com o objetivo de atrair turismo e dinheiro, o Autódromo Internacional do Algarve tem despertado a atenção dos apaixonados pelo automobilismo, dando visibilidade ao Algarve e trazendo mais gente a Portugal. Este espaço tem recebido as mais conceituadas provas deste ramo, tendo cumprido aquilo que lhe havia sido exigido quando projetado.

Apesar do automobilismo ser um desporto de elite, a adrenalina imposta pelas grandes velocidades atrai cada vez mais público. A importância das provas e o clima algarvio garantem a existência de espetadores. Isto juntamente com a utilização alternativa do espaço, nomeadamente para festivais de verão, faz com que o Autódromo Internacional do Algarve tenha rendimento económico capaz de assegurar as elevadas despesas e garantir lucro, permitindo a organização de mais e melhores eventos.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico+++