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Os presidentes dos grandes

24 Jan
por Steve Grácio |

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A década que findou foi pouco produtiva para os grandes de Lisboa. O Benfica, em especial, aliado aos piores resultados da sua história, viveu momentos controversos em termos governativos. Após a suspeita de casos de corrupção, João Vale e Azevedo abandonou a presidência do Benfica. O seu sucessor foi Manuel Vilarinho, que dirigiu o clube encarnado de 2000 a 2003. Nesse curto período de tempo, a tendência para os maus resultados não sofreu alterações, tendo mesmo alcançado a pior classificação da história do clube (6º lugar).

No dia 3 de novembro de 2003, Luis Filipe Vieira sucede a Manuel Vilarinho na presidência do Benfica. No seu ano de estreia, conseguiu o feito inédito em Portugal de derrubar o super Porto de Mourinho, ao vencer a taça de Portugal por 2-1 no Jamor. Estava dado o mote para a estabilização do clube, embora não detenha a hegemonia de títulos de outrora. Nesta década, todos os títulos conquistados pelo clube encarnado foram alcançados no seu mandato. Esses títulos foram dois campeonatos (2004/2005 e 2009/2010), a Taça de Portugal referida, uma Supertaça (2005/2006) e duas das três edições da Taça da Liga (2008/2009 e 2009/2010).

Já o Sporting iniciou a década da melhor forma, ao conquistar o título que lhe fugia há 18 anos, ainda no mandato de José Roquette. Duas épocas mais tarde, o Sporting voltaria a vencer outro campeonato, desta vez já com António Dias da Cunha a presidir o clube, que assumiu o comando em agosto de 2000, após a quebra do jejum de títulos no campeonato. O seu mandado terminaria em 2005 com um saldo de um campeonatos, uma Taça de Portugal (2001/2002), 2 Supertaças (2000/2001 e 2002/2003) e o feito histórico de ser finalista da Taça Uefa. Filipe Soares Franco foi o senhor que se seguiu, vencendo duas Taças de Portugal (2006/2007 e 2007/2008) e duas Supertaças Cândido de Oliveira (2007/2008 e 2008/2009).

A 5 de junho de 2009, José Eduardo Bettencourt ascende à presidência do Sporting com perto de 90% dos votos, um feito histórico. Porém, a estabilidade nunca foi assegurada. A troca de treinadores, a constante remodelação da estrutura com a entrada de novos dirigentes (Costinha e José Couceiro mais recentemente) nunca convenceram a massa adepta que está em rutura com o clube e provocou o seu pedido de demissão após a última derrota com o Paços de Ferreira, em Alvalade.

Quanto ao Futebol Clube do Porto, para além de deter a hegemonia de títulos, teve uma década de ouro, quer para o clube quer para o futebol português, que culminou nas conquistas da Taça Uefa e da Liga dos Campeões da equipa dirigida por Mourinho e da Taça Intercontinental pela mão de Victor Fernandez. O presidente Jorge Nuno Pinto da Costa está no cargo desde 1982 e desde então tem somado títulos após títulos, com 2 Ligas dos Campeões no palmarés. Garantiu uma estabilidade ao clube as todos os níveis invejável. Só nesta década, para além das conquistas europeias, a nível interno venceu 5 dos 10 campeonatos disputados, 6 Taças de Portugal e 6 Supertaças.

Pinto da Costa tornou o Porto no melhor clube português e num dos melhores do mundo. É o presidente com mais títulos da história.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

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