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Porto campeão

3 Apr

Uma época de grandes riscos fazia-se prever para o clube do norte de Portugal. Com um adversário a altura, Pinto da Costa poderia ver a equipa de futebol entrar numa espiral de derrotas consecutivas idêntica à vivida entre os anos de 1999 e 2002. Foram três épocas sem vitórias que levaram bastantes adeptos a questionar a capacidade do reputado presidente.

E, numa época assim, nada melhor que elevar ainda mais a fasquia, contratando um treinador sem grande experiência no cargo, seja no panorama nacional, como no panorama internacional. Villas Boas pegava assim numa equipa recheada de bons jogadores, de contratações escaldantes e partia rumo a um all-in de Pinto da Costa, que poderia se ter revelado um grande fracasso.

Com uma pré-época discreta, a equipa iniciava a sua campanha com uma vitória na Supertaça, contra o favorito Benfica de Jorge Jesus. E, a partir desse jogo em agosto, o Porto estaria sem perder ou empatar um jogo até outubro, fugindo desde logo das outras equipas no campeonato, não dando ainda qualquer hipótese na Liga Europa.

O primeiro empate surgiu então a 4 de outubro, em Guimarães, mas esse resultado não foi suficiente para abalar as tropas de Villas Boas. Um empate caseiro contra o Besiktas, antes do encontro com o Benfica poderia denotar uma possível quebra, mas desde logo a equipa portista marcou uma posição forte, com a goleada imposta aos rivais da capital.

A partir desse momento, contam-se pelos dedos da mão, os deslizes dos dragões. A Taça da Liga, sem dúvida, foi o maior fracasso do ano. Mas, assumindo a posição de favorito na Liga Europa e sendo já certo o título nacional, a aposta de Pinto da Costa só pode ser vista, como mais uma jogada de mestre do velho lobo do futebol nacional.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico+++