Archive | March, 2011

Lula e Louise Arbour recebem prémio Norte-Sul

29 Mar

Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil, recebeu nesta terça-feira (29) em Lisboa o prémio Norte-Sul do Conselho Europeu juntamente com a canadiana Louise Arbour, que foi alta comissária da ONU para os direitos humanos e procuradora do Tribunal Penal Internacional, investigando genocídios na antiga Jugoslávia e no Ruanda.

O evento, que aconteceu na Sala do Senado da Assembleia da República, contou com a presença do presidente português Aníbal Cavaco Silva, que foi quem entregou os prémios ao ex-presidente brasileiro e à alta-comissária.

Lula arrancou aplausos no seu discurso quando defendeu «a reforma do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para uma nova governança mundial, a retomada das negociações da Rodada de Doha da OMC (Organização Mundial do Comércio), a mudança da supervisão das instituições financeiras» e a repressão da «especulação com commodities», mostrando-se preocupado com a crise que atinge a economia mundial desde 2008.

Já o presidente português não poupou elogios ao ex-presidente brasileiro: «Os grandes líderes distinguem-se pela sua capacidade de traduzir ideais em realizações concretas e mobilizadoras da esperança. Esse é, indiscutivelmente, o caso de Lula da Silva».

O prémio Norte-Sul, que acontece desde 1995, é entregue a uma personalidade do hemisfério norte e outra do sul. Nas edições anteriores distinguiu personalidades como Bob Geldof, Simone Weil, Mário Soares, Peter Gabriel, Stéphane Hessel, Graça Machel, a rainha Rania da Jordânia, Jorge Sampaio, entre outros. Na última edição teve como premiados o ex-dirigente soviético Mikhail Gorbachev e a ativista kuwaitiana Rola Dashti.

Lula agora segue para Coimbra, onde nesta quarta-feira (30), irá receber o título de doutor honoris causa da Universidade de Coimbra. A presidente Dilma Rousseff estará presente na premiação do seu antecessor e depois seguirá para Lisboa onde se irá encontrar com Cavaco Silva e José Sócrates.

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50 anos de Delta, 5 anos de Festival

29 Mar

Por Inês Garcia, Gonçalo André Simões e Marta Spínola Aguiar

Foi na tarde de hoje, 29 de março, que foram anunciados, no Belém Bar Café (BBC), os artistas convidados para a 5ª edição Festival Delta Tejo. O objectivo de uma das melhores marcas de café, que este ano comemora 50 anos de existência, é trazer um pouco da cultura dos países produtores de café. Desta forma, a aposta da Delta vai para artistas oriundos do Equador, de África, da América Latina e também de Portugal.

O administrador da Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, afirma que «quando a Delta faz alguma coisa, tem que trazer o seu DNA». Assim, o festival multicultural «reflete os valores da nossa empresa». O desejo da empresa e da organização do evento é agradar às várias faixas etárias e, por isso, esta festa «é a festa da Delta», reitera Rui Miguel Nabeiro. Como tal, a comemoração dos 50 anos da Delta Cafés pretende desenvolver um convívio mais alargado, de tal modo que conte com, para além do público diversificado que espera, clientes, consumidores e colaboradores.

No que diz respeito às surpresas que se podem esperar nesta 5ª edição, Luís Montez, sócio da promotora Música no Coração, quis que esta festa fosse «uma mega festa de aniversário» e confessa que é uma grande responsabilidade organizar uma festa de uma empresa desta natureza, qualidade e anos de existência.

E Luís fez jus ao elevado patamar em que esta festa se coloca. O cartaz, recheado de vários artistas bem conhecidos de todos, anuncia um festival que já se tem tornado tradição no início do verão. O primeiro dia do Delta Tejo começará com a presença da banda sinfónica da GNR e com a atuação dos próprios GNR. Conta, também, com o jamaicano Sean Paul e Yuri da Cunha. Neste dia, a surpresa é a participação de nomes sonantes do panorama português, como Rui Pregal da Cunha, Inês Castelo Branco e Dalila Carmo, que subirão ao palco Delta com os Nouvelle Vague que farão covers do pop português dos anos 80. Depois dos espetáculos haverá um Dj internacional, nome que ainda está por revelar.

Desde Nelly Furtado, Asa, Aurea e passando também pelo fado com a artista Mariza, o segundo dia do festival é conhecido pelo «dia das mulheres». No domingo, dia 3 de julho e último dia do festival, a banda portuguesa Expensive Soul fará as honras de abertura e os ritmos brasileiros invadirão o palco do Delta Tejo. Maria Gadú, que na sua última passagem por Portugal esgotou o Centro Cultural de Belém, atuará no mesmo dia que Parangolé, cujo principal êxito é o Rebolation e é um artista brasileiro com presença obrigatória em festivais deste género.

A organização adiantou que haverá mais novidades que serão anunciadas brevemente, tais como as bandas que atuarão no Palco Jogos Santa Casa e último nome que completará o dia 3. Para além disso, estão prometidas actividades que trarão mais dinâmica ao festival mais multicultural do verão, como a já tradicional montanha-russa.

Quanto aos bilhetes, já estão à venda nos locais habituais e disponivéis a 30€ (bilhete diário) e a 48€ (passe para os três dias).

Delta Tejo

29 Mar

Quando: 1, 2 e 3 de julho de 2011

Onde: Alto da Ajuda, Lisboa

Quanto: 30€ (bilhete diário) e 48€ (passe para três dias)

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IX Bienal internacionaliza-se

28 Mar

A nona edição da Bienal de Antiguidades de Lisboa, que se realizará entre os dias 8 e 17 de abril na Cordoaria Nacional, contará, pela primeira vez, com um expositor internacional onde serão apresentados quadros dos consagrados Miró, Picasso e Barceló, ocupando uma área total recorde de mil metros quadrados.

Organizada pela Associação Portuguesa dos Antiquários (APA), uma associação sem fins lucrativos que tem como objetivo a garantia da qualidade, autenticidade e confiança no negócio das antiguidades, a Bienal é o mais importante evento de antiguidades em Portugal. Marcado sempre pela inovação, pela aposta em nomes de referência do meio e, principalmente, pela elevada qualidade das peças expostas, é o único certame do setor a ser reconhecido e incluído no Roteiro Internacional de Feiras de Antiguidades.

Em pleno século XXI, onde a arte contemporânea se afirma como grande protagonista e novos gostos, mercados e colecionismos ganham nova forma, a Bienal aposta na promoção das obras presentes nos antiquários e galerias portuguesas ao mesmo tempo que tenta acompanhar e adaptar-se à evolução dos gostos do público. Nas últimas edições o alargamento temporal foi evidente, havendo peças de mobiliário e joalharia de autor até aos anos 70. Entre as peças de pintura e escultura, estiveram ainda expostas obras de arte tribal.

Este ano, o expositor da Mayoral Galeria d’Art de Barcelona, que será responsável pela mostra de obras dos pintores espanhóis, atrairá certamente mais visitantes, não só nacionais, principalmente por evidenciar uma abertura ainda mais ampla ao exterior, conferindo ao evento um novo grau de novidade.

Numa altura em que o peso do mercado internacional é determinante, o nacional apresenta-se como eclético e próximo do grande público. A Bienal pretende, por isso, mostrar que não obstante o facto do nosso Mundo estar em constante mutação, a beleza dos objetos e das obras de arte é imutável.


+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

SBSR: um gift a tempo e horas

28 Mar

A banda portuguesa The Gift vai voltar ao palco do Super Bock Super Rock. Depois de ter atuado na edição de 2009, no Estádio do Bessa, o grupo de Alcobaça toca agora na Herdade do Cabeço da Flauta. Este ano, os The Gift deverão apresentar o seu último álbum, Explode.

Recorde-se que, em 2009, a banda foi chamada à última hora para, juntamente com os Xutos e Pontapés, suprir a inesperada ausência dos Depeche Mode. Desta vez, o espetáculo tem data marcada atempadamente para o dia 15 de julho, no palco Super Bock.

No mesmo dia que os portugueses, mas no palco EDP, o festival recebe os Chromeo. O duo canadiano estreia-se assim em Portugal para apresentar Business Casual.

Para o último dia do evento, 16 de julho, está confirmada a presença de Junip. Os suecos apresentam-se no Meco para mostrar o seu último trabalho In Every Direction.

O festival Super Bock Super Rock decorre entre os dias 14 e 16 de julho, na Herdade do Cabeço da Flauta, no Meco. As entradas variam entre os 45€ (bilhete diário) e os 80€ (passe para três dias). Mais informações sobre o evento podem ser encontradas aqui.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

Aplicações: o novo bem essencial

28 Mar

Recentemente a Apple aprovou uma aplicação “para curar gays” que dias depois foi retirada da App Store; a RIM anunciou que o tão aguardado BlackBerry PlayBook deverá incluir aplicações Android; e o exército norte-americano está a trabalhar numa série de aplicações de smartphone para Android, iPhone e iPad, com o objectivo de ajudar as suas forças no terreno. E estes são apenas alguns factos recentes…

As aplicações já não servem apenas para serem instaladas nos nossos equipamentos e para nos serem úteis. Elas estão cada vez mais nas páginas dos jornais.

Os desígnios tecnológicos têm-se vindo a alterar graças a vários fatores. Mas existe um que é paradigmático – facilitar a nossa vida. Ninguém duvida que a introdução do telecomando foi a grande mudança. Já ninguém tinha que se levantar para mudar de canal (em primeiro lugar, ato que desgastava; em segundo lugar, como desgastava ficava-se mais  tempo no mesmo canal).

Nesse sentido, a tecnologia tem-se afunilado, ou melhor, afastado das linhas de ação. Se com o computador Spectrum os próprios utilizadores eram obrigados a lerem infindáveis manuais de códigos para fazer o brinquedo andar (muitas vezes sem sucesso), hoje em dia, cada vez menos, temos que nos preocupar com isso.

Digamos, a bom português, que a papinha vem toda feita. E o melhor exemplo disso são as aplicações.  Podemos descarregar uma aplicação à distância de um clique já que o objetivo das marcas e das operadoras é reduzir o tempo que vai da indecisão (ou da decisão) à compra.

Mas acima de tudo, é esse afastamento, que vai da produção ao consumo, que tem vindo a alterar, de facto, a nossa interação com a tecnologia. É como o menino da cidade que nunca viu uma galinha a pôr um ovo, mas vê a mãe no supermercado a comprar ovos. Quando come aquilo, sabe-lhe a ovo (porque é mesmo um ovo) mas o seu consumo é, digamos, ligeiramente kafkiano.

Se alguém pensa que uma aplicação vai permitir “curar a homossexualidade” é a prova de que se quer facilitar a vida ao extremo. É um marco exemplar da geração do botão. Assume-se comummente que estes programas vêm facilitar a nossa vida, mas questiona-se a sua componente de produto acabado e pronto a ser consumido.

No entanto, é certo que já ninguém quer inserir códigos estranhos em MS-DOS, ou descobrir, entre infindáveis opções num telemóvel, onde está a simples ferramenta que se chama “Calculadora”. O paradigma é esse. A mudança é exatamente essa. Queremos consumir (apenas) e as marcas querem que nós (apenas) consumamos.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

A r@dio em conferência

27 Mar

Os meios de comunicação têm sofrido alterações ao longo dos últimos anos. Com o despontar da “caixa mágica”, alterações aos modos de vida e aumento do impacto da imagem, a rádio foi obrigada a adaptar-se a todas estas situações, chegando mesmo a temer-se a sua extinção, mais concretamente, após o surgir da televisão. Nos nossos dias, a grande adversária da rádio já não é a televisão, mas sim a internet.

O debate em redor da rádio e a internet foi uma constante na “R@dio em Congresso”, na passada quinta e sexta-feira. David Hendy, um historiador dos media da universidade de Westminster, abordou todos os jovens presentes como sendo a geração que mais tempo despende online. No entanto, referiu que este aspeto também tem fatores positivos, tais como a interação, a criatividade e a motivação.

Nesta segunda edição da “R@dio em Congresso”, realizada no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), Guy Starkey, professor de rádio e jornalismo e diretor do departamento de Comunicação da Universidade de Sunderland, afirmou que a telefonia sem fios é capaz de se moldar às novas adversidades e ultrapassá-las da melhor forma.

Rui Pêgo, locutor de rádio português e diretor de programas da RDP, foi outra das personalidades a marcar presença. Partilhando da opinião anterior, Pêgo não receia a extinção da rádio. Para sustentar a sua tese utilizou como principal argumento a característica, praticamente exclusiva, da portabilidade na rádio. Apontou também alguns dos problemas que as rádios digitais portuguesas possuem e que dificultam o seu desenvolvimento.

O Facebook e o Twitter, segundo Luís Montez, fundador da XFM e que pertence à empresa “Música no Coração”, são hoje em dia uma mais valia para a verificação dos tipos de audiência e das suas preferências.

Daniel Karlson, especializado em web rádio e vice presidente do Ando Media Group, por sua vez, considera que o fator interatividade é importante neste meio mas deve ser encarado com comedimento. Para esta interatividade tem contribuído a utilização crescente de vídeos nas rádios virtuais.

Nestes dois dias em que decorreu o Congresso foi muitas vezes relembrado o tema Video Killed The Radio Star, dos The Buggles. Contudo, a grande conclusão a que se chegou foi a seguinte: a rádio continua sã e preparada para enfrentar todos os desafios dos nossos dias.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++