Made in China

28 Feb
por Sara Recharte |

Estudos recentes demonstram a possibilidade de a China se tornar, até 2020, a maior economia do Mundo. Desde há 30 anos, o crescimento do PIB chinês foi de 2700%. Em 2010, o PIB cresceu 10,3% e deu à República Popular da China a oportunidade de ultrapassar o Japão como segunda potência económica mundial.

O investimento e o comércio internacional são os pontos-chave  desta economia que, apesar de tudo, se encontra muito dependente dos investimentos estatais e das exportações.  Os baixos custos dos seus produtos finais são o maior impulsionador deste país que detém uma sétima parte da população mundial.

A Região Administrativa Especial chinesa de Macau já adquiriu parte da dívida soberana portuguesa. Na China, porém, nem tudo são rosas: na sua jornada até 2020, os chineses terão de se confrontar com as consequências das políticas antinatalistas (envelhecimento da população e falta de população ativa), com a inflação e com as dívidas.

A alternativa prevista para a dependência do Estado, do exterior e de trabalhadores será o incentivo ao consumo privado, que já começa a fazer-se sentir: uma paixão consumista invade a classe média de 200 milhões de pessoas e que se prevê que cresça quatro vezes mais até 2025.

Como seria de esperar, a República do presidente Hu Jintao não ficou indiferente à onda de revoltas  e revoluções do mundo árabe. Em Xangai e Pequim reuniram-se pequenos protestos e as autoridades calaram-nos imediatamente. Um regime democrático é uma realidade distante da China e os apelos contra a corrupção e o abuso policial são diversos. E fugazes.

Em declarações ao inglês The Guardian, a jovem Tian afirma que «os ricos são muito ricos e os pobres muito pobres». Os elevados preços da alimentação e das casas são um dos motivos contra a chegada da China à meta da maior economia mundial. Até lá, os economistas esperam que a inflação desça.

E espera-se que a liberdade deixe de ser um bem escasso no país. Porque os chineses têm, também, o seu vendedor Xu Mingao que, apesar dos 800 euros anuais que recebe, diz estar muito feliz com a vida que tem. Por agora.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

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