Controlar a tragédia

19 Feb
Marta Spínola Aguiar |

Aquele sábado de fevereiro começou da pior forma possível. Mas as medidas tomadas pelo Governo Regional, bem como a ajuda de toda a população, instituições e empresas madeirenses, apareceram de forma imediata e rápida, o que acabou por evitar que a tragédia assumisse proporções ainda maiores.

Havia, então, uma primeira questão que tinha que ser resolvida: socorrer as pessoas feridas que se encontravam em vários pontos da ilha, tanto no litoral como no interior, onde era mais difícil aceder. Simultaneamente, os desalojados representaram, também, uma preocupação para o Governo Regional que rapidamente tentou arranjar alojamento provisório, disponibilizando o Regimento de Guarnição nº 3, no Funchal. O tenente-conorel Perdigão declarou à agência Lusa, no dia da tragédia, que «25 [desalojados] são crianças, 45 são mulheres e 30 são homens, no total de 30 famílias». O número de vítimas do mau tempo alojadas neste quartel continuou a aumentar nos dias que se seguiram, tendo este Regimento chegado a albergar perto de 100 pessoas. Para além disso, no dia em que se deram as enchentes, o Exército pediu que «todos os militares disponíveis daquele regimento, mais de 450, se apresentassem de imediato no quartel», como adiantou o tenente-coronel. De igual forma, solicitou a mobilização de «meios técnicos e equipamentos para restabelecer as comunicações operacionais no terreno», para assim se recuperar o acesso às redes viárias e facilitar a ajuda às vítimas que se encontravam sem apoio há algumas horas.

Outra urgência foi o restabelecimento de fornecimento de água e eletricidade à população, já que estes meios fundamentais tinham sido cortados devido às enxurradas, como medida de prevenção e condicionavam a normalização da vida das pessoas no dia da tragédia.

A população madeirense mostrou-se, também, solidária. E, como «povo unido jamais será vencido», reuniram-se esforços e um enorme cordão humano mobilizou-se para fornecer roupas, alimentos e diversos materiais que fossem úteis à reconstrução da ilha e ao bem-estar das vítimas.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

Advertisements

One Response to “Controlar a tragédia”

  1. LFAguiar February 21, 2011 at 5:50 pm #

    Quem viveu esta tragédia, sabe bem o que significou este dia para nós Madeirenses. Mas de facto, o que mais importa agora, é vermos como as pessoas reagiram, e a solideriedade evidenciada, sem vaidades nem preconceitos, mas sim, dando as maõs e arregaçando mangas.
    Viva a Madeira.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: