Madeira: um ano depois

18 Feb
por João M. Vargas, Diretor de Conteúdos |

Este domingo, dia 20 de fevereiro, assinala-se o primeiro ano após a catástrofe na Madeira. O Clique dedicará, por isso, um espaço especial na sua edição deste fim de semana para recordar o episódio.

Um ano depois, ainda é difícil esquecer o dia em que a Natureza resolveu mostrar a sua força. De nada valeram os esforços humanos na prevenção da catástrofe. Se é certo que não é ainda claro se terá havido ou não, em certos casos, ilegalidades em construções que potenciaram um maior número de danos, o que é verdade é que nada poderia ter evitado o temporal.

O que aconteceu na Madeira, tal como muitas outras catástrofes por esse mundo fora, serve para provar que o Homem não é, ainda (e provavelmente nunca será), detentor do controlo absoluto sobre o que bem lhe aprouver. Na verdade, assistimos constantemente a provas do contrário. Um exemplo bem ilustrativo disto será, por exemplo, o regresso das ribeiras madeirenses ao seu curso natural de há anos. Leitos outrora desviados pelas máquinas humanas voltaram à sua forma original por força natural.

Apesar da catástrofe, das perdas humanas e materiais e dos custos a que o temporal obrigou, a Madeira reergueu-se. Como tantas outras vezes, novamente o Homem mostrou que, apesar das contrariedades e adversidades, é sempre possível vencer ou ter, pelo menos, uma meia-vitória. Se é verdade que o progresso humano (ou a busca desse progresso) contribuiu como causa da catástrofe, não é menos verdade esse mesmo progresso surge reforçado como consequência.

Não apenas (nem especialmente) na Madeira, mas em vários cenários de crise se revela o que de melhor tem a espécie humana. Recordemo-nos, por exemplo, do furacão Katrina ou do tsunami no sudeste asiático. No final, a Natureza dá-nos uma lição e nós, humanos, aprendemo-la, nem que seja no imediato. Não gostamos de aprender com o passado, mas aprendemos invariavelmente com o presente.

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

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