Nova Iorque une-se contra Mubarak

5 Feb
por Marta Spínola Aguiar |

Os conflitos contra o regime de Hosni Mubarak estão a provocar reações em todo o mundo, especialmente nos EUA. Na noite de ontem, foram centenas os manifestantes que, nas ruas da Nova Iorque, protestaram contra as revoltas sociais vividas no Egito e exigiram a saída de Mubarak, que ocupa o poder há três décadas.

A manifestação começou em Times Square, com 500 pessoas, e encaminhou-se em direção a Manhattan, fazendo com que esse número aumentasse ao longo da noite, chegando, assim, perto dos 60 mil manifestantes, a maioria de origem egípcia e residentes nas áreas de Connecticut, Nova Jérsia e Nova Iorque.

Os seus «gritos de guerra» impunham-se com a presença de bandeiras egípcias e diversos cartazes, onde se podia ler, entre outros, «Que Mubarak saia!» ou «Os egípcios unidos jamais serão vencidos». Para além disso, angústia, tristeza e desespero são sentimentos que também estão bem presentes nestes manifestantes: «Há muita gente que conheço que morreu na Praça Tahrir. Estou tão triste que vim aqui, dizer a Mubarak que pare (…) Não precisamos de mais sangue. Por favor, vai-te embora», confessa uma manifestante egípcia.

Em simultâneo, na Casa Branca discute-se a partida imediata de Hosni Mubarak, através de negociações secretas com as autoridades do Cairo que possibilitam a resolução destes conflitos. Fonte segura afirma que «esse é um dos cenários» e no topo está, pois, a demissão do presidente egípcio, que continua sem ceder à pressão feita pelos EUA e pelo resto do mundo. Segundo este, «se eu me demitir (…) vai ser o caos. E pouco me importa o que as pessoas dizem de mim. Neste momento preocupo-me é com o meu país». Contudo, o chefe de Estado norte-americano, Barack Obama, acredita que Mubarak, apesar de orgulhoso, «também é um patriota» e, assim, «deve dar atenção à reclamação das pessoas e tomar uma decisão ordenada, construtiva e séria.»

A mesma fonte oficial afirma que um dos planos seria o presidente egípcio fazer a transição do poder para um chamado governo de transição, então liderado pelo vice-presidente, Omar Suleiman, que contaria com a ajuda do exército do país. Mas esta aparentemente fácil resolução provocou especial desagrado pelo próprio vice-presidente que declarou, indignado, que «há umas quantas formas anormais através das quais países estrangeiros têm interferido», contrastando, assim, com os laços que EUA e Egito mantêm entre si. Como complemento, uma fonte oficial egípcia também contestou a proposta de Washington, aclarando que essa possibilidade não é permitida pela Constituição do país e, à semelhança de Suleiman, mostrou desagrado perante a atitude dos norte-americanos que «devem tratar é dos seus assuntos».

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

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