O fim da linha

30 Jan
por Pedro Miguel Coelho |
fotos de Pedro Afonso Afflalo |

Estação de Cachão, na Linha do Tua

Ligar um Portugal cheio de assimetrias e distâncias, na vida e na cultura nacional, foi o objetivo primário da criação dos caminhos de ferro no séc. XIX, com vários reforços durante o Estado Novo e já na III República. Recentemente, face aos prejuízos da exploração ferroviária, várias linhas, estações e carreiras têm fechado.

Em 1883, Fontes Pereira de Melo dizia ser tão “entusiasta pelos caminhos de ferro que, se fosse possível, obrigaria todo o país a viajar de comboio durante seis meses”. Hoje, as entidades governamentais, parecem ter opinião contrária.

E se recentemente as atenções se viraram para a suspensão do projeto MetroMondego, no ramal da Lousã, vários têm sido os casos em que a ação governamental tem reduzido o acesso dos passageiros aos comboios.

O caminho mais fácil tem sido o encerramento face aos custos de exploração difíceis de garantir, mas a culpa também é do Estado, pelas falhas na modernização e articulação deste tipo de transporte com outras modalidades de transporte, o que explica o seu insucesso em algumas partes do país.

1. Pare, escute, olhe

2. Quilómetros desligados

3. Os problemas estruturais

4. Estação sem destino

5. Obras a metro

+++Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.+++

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